Cinco pistas de pouso e decolagem clandestinas utilizadas pelo garimpo ilegal foram destruídas durante a Operação Xapiri, realizada entre 1º e 15 de abril na região do Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ação teve como objetivo interromper a logística aérea que sustenta a atividade ilegal.
As estruturas estavam nas regiões de Xiriana, Noronha, Capixaba, Quincas e Hélio. Para impedir novos pousos e decolagens, os militares utilizaram cerca de uma tonelada de explosivos, abrindo crateras no solo.
Além da inutilização das pistas, a operação resultou na apreensão de 1.570 litros de combustível e na destruição de 19 acampamentos clandestinos. Cinco pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento com o garimpo ilegal e levadas à Base Aérea de Boa Vista, sendo encaminhadas à Polícia Federal.
Também foram apreendidos ou inutilizados equipamentos como motores, maquinários, balsas, embarcações, armas de fogo, munições e celulares. Durante a ação, houve ainda uma evacuação aeromédica para atendimento de uma profissional de saúde após picada de serpente na região de Surucucu.
Seis aeronaves das Forças Armadas foram empregadas na operação, incluindo modelos Black Hawk, Pantera, Jaguar e Caravan. As equipes utilizaram tecnologia de visão noturna para executar missões em baixa luminosidade.
Entre março de 2024 e abril de 2026, as ações de desintrusão na Terra Yanomami causaram impacto superior a R$ 680,6 milhões às estruturas do garimpo ilegal.
No período, foram realizadas 9.758 ações, com 51.542 abordagens e 361 prisões. Também foram inutilizados 2.145 motores, destruídos 838 acampamentos e 80 pistas clandestinas, além da apreensão de 51 aeronaves.
As operações ainda resultaram na apreensão de 249,4 quilos de ouro, aproximadamente uma tonelada de mercúrio e cerca de 247 mil litros de óleo diesel.
Ação integrada
A Operação Catrimani II reúne órgãos de segurança, agências e Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. A atuação segue diretrizes da Portaria GM-MD nº 5.831, de dezembro de 2024, voltada ao combate ao garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Yanomami.










