Um médico de 37 anos foi preso temporariamente nesta terça-feira (26), em Boa Vista, durante a 8ª fase da Operação Destroyer — The Breach, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e falsificação de documentos públicos.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Núcleo de Inteligência (NI), em apoio à Polícia Civil de Goiás, responsável pela investigação.
Segundo a polícia, o investigado, identificado pelas iniciais J.S.C., é natural de Aracaju (SE) e estava em Roraima desde o dia 19 de maio. As investigações apontam que ele pretendia ingressar no programa Mais Médicos para atuar em comunidades indígenas no estado.
O suspeito foi localizado em um hotel na região central de Boa Vista após trabalho de inteligência e cruzamento de informações. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 4ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia, em investigação relacionada ao tráfico de drogas.
De acordo com o delegado da DRE, Julio Cesar da Rocha, a operação foi deflagrada simultaneamente em diversos estados e busca desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual, incluindo ramificações na região de Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai.
Durante a ação, também foram apreendidos aparelhos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações. Os materiais foram recolhidos e serão submetidos à perícia.
Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 62 medidas cautelares, sendo 30 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão em municípios de Goiás, como Goiânia, Rio Verde, Jataí, Quirinópolis, Itumbiara, Santa Helena de Goiás, Paraúna e Porteirão.
Após a prisão, o médico foi encaminhado à sede da DRE, onde teve o mandado formalizado. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (27).
Segundo o delegado Julio Cesar da Rocha, a integração entre as polícias civis tem sido fundamental para o avanço das investigações.
“Essa integração entre as polícias civis fortalece o combate ao tráfico de drogas e aos crimes relacionados à atuação dessas organizações criminosas. O compartilhamento de informações e o apoio operacional são fundamentais para ampliar a efetividade das investigações”, afirmou.
O nome da operação, “The Breach” (“O Rompimento”, em tradução livre), faz referência ao avanço das investigações após a prisão do primeiro alvo identificado pela Polícia Civil de Goiás. Segundo a corporação, a partir dele foi possível mapear a estrutura e as conexões do grupo criminoso.










