Embarcações usadas por garimpeiros são inutilizadas por forças de segurança na região do Baixo Catrimani, na Terra Indígena Yanomami | Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

A operação de desintrusão na Terra Indígena Yanomami ultrapassou 10.052 ações até abril de 2026, segundo a Casa de Governo responsável pela coordenação das atividades. O resultado aponta impacto direto na estrutura do garimpo ilegal e redução de 98% das áreas de novos pontos de exploração.

Entre março de 2024 e 23 de abril de 2026, conforme o balanço oficial, as ações concentraram-se na destruição de equipamentos, interrupção do abastecimento e bloqueio das rotas usadas por invasores.

De acordo com os dados da operação, foram inutilizados 2.155 motores, 558 geradores, 504 esteiras de minério, 845 acampamentos, 290 embarcações e 51 aeronaves. Também foram destruídos 250 mil litros de óleo diesel e 194 toneladas de cassiterita, além de 195 antenas de internet, 29 quadriciclos e 80 pistas clandestinas.

Ainda conforme o levantamento, foram apreendidas 154 armas e 3.484 munições, com 363 detenções ou prisões realizadas no período.

Controle logístico e fiscalizações – Segundo a Casa de Governo, as ações também avançaram sobre a logística do garimpo ilegal. Foram realizadas 1.816 fiscalizações de aeronaves, 582 em pistas de pouso e 218 em postos de abastecimento. Ao todo, mais de 44 mil veículos foram fiscalizados e 51 mil abordagens feitas em rotas consideradas estratégicas.

Entre 1º e 15 de abril, conforme o balanço, operações em diferentes regiões resultaram na destruição de pistas clandestinas, apreensão de combustível e desmonte de bases utilizadas por garimpeiros.

Apreensão de mercúrio e bloqueio de rotas – Em Boa Vista, cerca de 835 quilos de mercúrio foram apreendidos em menos de 15 dias, conforme informações da operação. Desde o início das ações, o volume total chega a aproximadamente uma tonelada da substância.

No entorno da terra indígena, em áreas como Caracaraí, o monitoramento de embarcações reforçou o controle sobre combustível e insumos destinados ao garimpo ilegal. Segundo o balanço divulgado, as ações já provocaram prejuízo estimado de R$ 683 milhões ao garimpo ilegal, com perda de equipamentos e interrupção das cadeias de abastecimento.

De acordo com os dados apresentados, a operação contribuiu para a redução de 98% das áreas de novos garimpos dentro da Terra Indígena Yanomami. As ações seguem concentradas na eliminação de estruturas e no bloqueio logístico, com objetivo de impedir a retomada da atividade ilegal.

FonteCasa Civil
ReportagemRedação

Deixe seu comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here