O último dos oito investigados por envolvimento no roubo de aproximadamente 30 quilos de ouro e dinheiro, avaliados em mais de R$ 23 milhões, se apresentou à Polícia Civil de Roraima na tarde desta quarta-feira (26). O homem, de 29 anos, compareceu espontaneamente à sede da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), no Centro de Boa Vista, após o avanço das diligências para localizá-lo. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva.
Desde a deflagração da operação, no dia 21 de agosto, as equipes policiais intensificaram as buscas pelo investigado. Segundo a Polícia Civil, o cruzamento de informações e a redução das possibilidades de localização fizeram com que o cerco se fechasse até que ele decidisse se apresentar.
Com a prisão, os oito investigados identificados durante a investigação foram localizados e tiveram as respectivas medidas judiciais cumpridas. As ações ocorreram em Roraima, Santa Catarina e Amazonas.
Viatura da Polícia Civil foi usada durante o roubo
A investigação começou na Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol), a partir de uma denúncia de roubo. Durante as primeiras diligências, os policiais descobriram que uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Roraima estava sendo utilizada na prática do crime.
A partir dessa informação, os investigadores identificaram um oficial investigador de 51 anos como um dos envolvidos. Diante da complexidade do caso, a Corregepol solicitou o apoio da DRACO para aprofundar a apuração.
O Ministério Público de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Promotoria de Justiça do Controle Externo, acompanhou o procedimento e as diligências realizadas nas diferentes fases da operação.
Com o avanço da investigação, os policiais conseguiram identificar a dinâmica do roubo e chegar aos demais envolvidos, que estavam em diferentes estados.
No dia 21 de agosto, quatro investigados foram presos em Roraima e Santa Catarina. Já nesta quarta-feira (26), outros dois policiais foram presos no Amazonas, com apoio da Polícia Federal.
Justiça determinou prisão preventiva
O mandado de prisão contra o último investigado foi expedido pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
A decisão aponta a existência de provas dos crimes e indícios suficientes de autoria. A prisão preventiva foi determinada para garantir a ordem pública, permitir o andamento da investigação e assegurar eventual aplicação da lei penal.
Além das prisões, a investigação resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. A medida foi autorizada pela Justiça com base nos elementos reunidos durante a apuração.
Policial também responde a processo administrativo
Paralelamente à investigação criminal, a Corregepol instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do oficial investigador envolvido no caso.
Na esfera administrativa, a Delegacia-Geral determinou a suspensão do porte de arma e o afastamento do serviço policial por 60 dias, além do cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, as providências administrativas são independentes da investigação criminal e asseguram ao servidor o contraditório e a ampla defesa.
Com a localização do último investigado, foram concluídas as diligências de campo relacionadas à operação. A Polícia Civil continuará os trabalhos para finalizar o inquérito, que será posteriormente encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.










