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Sede do Comando da Polícia Militar de Roraima. Foto: Reprodução/ Google Street View.

Dez soldados da Polícia Militar de Roraima (PMRR) estão recorrendo à Justiça para tentar garantir a promoção à graduação de cabo. Em mandado de segurança apresentado ao Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), os policiais sustentam que cumprem os requisitos necessários para avançar na carreira e alegam que existem 92 vagas disponíveis no Quadro Especial de Praças da corporação.

A ação foi protocolada no dia 16 de agosto e tramita nas Câmaras Reunidas do TJRR, sob relatoria da desembargadora Elaine Bianchi. O mandado de segurança é direcionado contra atos atribuídos ao Comando-geral da PMRR e à Comissão de Promoção de Praças.

Segundo a defesa dos militares, o Almanaque da PMRR referente a agosto de 2026 indicaria 55 vagas abertas para a graduação, além de outras 37 posições decorrentes de policiais militares na condição de agregados. Pela interpretação apresentada na ação, as duas situações somariam 92 vagas que poderiam ser consideradas no processo de promoção.

Os soldados também afirmam que já haviam participado anteriormente do processo para ascensão na carreira. Conforme a petição, os dez cumpriram o interstício regulamentar, possuem comportamento classificado como excepcional ou ótimo e já foram considerados aptos em inspeção de saúde realizada pela Junta Médica da corporação.

Ainda segundo a versão apresentada pelos autores da ação, eles não foram promovidos naquela oportunidade em razão da justificativa administrativa de ausência de vagas no quadro, e não por falta de requisitos funcionais ou por inaptidão física ou mental.

Defesa cita decisão anterior do TJRR

Para sustentar o pedido, a defesa cita uma decisão das Câmaras Reunidas do próprio TJRR, proferida em setembro de 2025 em outro mandado de segurança envolvendo policiais militares.

Naquele processo, o Tribunal entendeu que as vagas decorrentes de militares agregados devem ser consideradas para fins de promoção e cursos de formação. Conforme o precedente reproduzido na petição, quando um militar passa à condição de agregado, deixa de ocupar uma vaga na escala hierárquica, gerando um claro temporário no quadro.

Com base nesse entendimento, os dez soldados argumentam que as 37 posições decorrentes de agregação deveriam ser somadas às 55 vagas abertas.

O que os soldados pedem

Em caráter liminar, os militares pedem que o TJRR determine à PMRR a inclusão e a efetivação das promoções à graduação de cabo, considerando as 92 vagas apontadas pela defesa e dispensando uma nova inspeção de saúde.

Caso a promoção imediata não seja concedida, a defesa pede, alternativamente, que dez vagas sejam reservadas e que policiais mais modernos não ocupem essas posições até o julgamento definitivo do mandado de segurança.

A relatora do processo, desembargadora Elaine Bianchi, ainda não analisou o pedido de liminar. Em despacho do dia 18 de agosto, ela determinou que os militares comprovem, no prazo de 15 dias, o pagamento das custas judiciais, que não havia sido demonstrado no ajuizamento da ação. Após a regularização, o processo deverá voltar à relatora para análise da liminar.

O outro lado 

A reportagem acionou o Governo do Estado e o Comando-geral da Polícia Militar de Roraima para se manifestarem sobre o caso e aguarda  retorno.

ReportagemRedação

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