O número de mortos pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.535, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades. Ao menos 16.740 pessoas ficaram feridas e 17.854 estão desabrigadas.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram em 24 de junho, com poucos segundos de diferença, e atingiram principalmente Caracas e o estado costeiro de La Guaira. Milhares de pessoas continuam desaparecidas enquanto equipes locais e internacionais trabalham nas buscas por vítimas entre os escombros.
Segundo as autoridades venezuelanas, 190 prédios foram destruídos e outros 856 sofreram danos. Hospitais e outras estruturas essenciais também foram afetados, agravando as dificuldades de atendimento à população em meio à emergência humanitária.
Parte dos desabrigados está acomodada em abrigos temporários. Cerca de 12,8 mil pessoas permanecem distribuídas em 80 estruturas montadas nas regiões mais atingidas, onde a superlotação e as condições sanitárias aumentam a preocupação com o surgimento de doenças.
A destruição de estradas, pontes e outras estruturas também dificulta o transporte de alimentos, medicamentos e equipes de socorro. Organizações internacionais ampliaram o envio de ajuda humanitária e apoio médico às áreas atingidas.
O número de vítimas aumentou significativamente desde os primeiros dias após os terremotos e ainda pode sofrer alterações à medida que avançam os trabalhos de busca e identificação dos mortos.
Os terremotos estão entre os desastres naturais mais graves da história recente da Venezuela. A tragédia ocorre em meio a dificuldades econômicas e problemas estruturais no sistema de saúde do país, ampliando os desafios para o atendimento às vítimas e a reconstrução das áreas atingidas.









