A ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), reagiu à notícia de que a Polícia Federal apontou o governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), como integrante de um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações publicadas pelo portal G1 Roraima , do grupo Rede Amazônica, nesta segunda-feira (13), com base em inquérito da PF.
Em declaração pública, Teresa foi direta ao classificar o episódio como mais um caso grave envolvendo a gestão estadual e fez um alerta sobre a recorrência de denúncias. “Não podemos nos acostumar com isso. Ninguém aceita mais corrupção em Roraima”, afirmou.
A ex-prefeita destacou que as suspeitas atingem diretamente a estrutura do governo e não apenas agentes isolados. Segundo ela, as informações apontam para um esquema que teria operado dentro da Secretaria de Infraestrutura, com possível direcionamento de contratos e uso indevido de recursos públicos.
“Isso é muito grave. Esse dinheiro deveria estar sendo investido na educação, na saúde e em obras que melhoram a vida da população”, disse.
Ao ampliar o tom, Teresa fez um apelo público para que a sociedade reaja às denúncias e não trate o caso como algo comum. “Não dá mais para fingir que não é com a gente”, declarou.
A ex-prefeita também vinculou o episódio a um debate mais amplo sobre confiança na política. “Política não é sobre poder, é sobre confiança. E quando essa confiança é quebrada, é dever de quem ama esse estado se levantar”, afirmou.
A investigação
Segundo o inquérito da Polícia Federal, o governador Edilson Damião teria atuado como chefe do “braço operacional” de um esquema de fraudes em licitações quando ainda era vice-governador e secretário de Infraestrutura.
A apuração cita indícios como direcionamento de contratos, realização de licitações presenciais para restringir concorrência e relação direta com empresários investigados.
O Governo de Roraima informou ao portal G1 que não tem conhecimento formal da investigação. Já a Secretaria de Infraestrutura afirmou que os processos seguiram a legislação e que as suspeitas ainda não foram comprovadas.
As investigações seguem em andamento e ainda não há denúncia formal apresentada à Justiça.










