A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta segunda-feira (10) o mapeamento das casas que poderão receber ovitrampas, armadilhas usadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Durante esta semana, Agentes de Combate às Endemias (ACE) estarão em 14 bairros da capital para identificar os imóveis que poderão receber os equipamentos. Os moradores também serão orientados sobre o funcionamento da estratégia e poderão autorizar a instalação das armadilhas.
A instalação das ovitrampas começa na próxima segunda-feira (17). A escolha dos bairros levou em conta as regiões com maior número de casos prováveis de arboviroses.
Os equipamentos serão instalados nos bairros Alvorada, Caranã, Cauamé, Cidade Satélite, Dr. Silvio Botelho, Dr. Silvio Leite, Jardim Equatorial, Jóquei Clube, Nova Cidade, Pintolândia, Raiar do Sol, Santa Tereza, Senador Hélio Campos e São Bento.
Como funciona a ovitrampa
A armadilha atrai fêmeas do Aedes aegypti para que elas depositem os ovos no equipamento. Os agentes recolhem as palhetas colocadas dentro das ovitrampas cerca de cinco a sete dias após a instalação e levam o material para análise.
Com os resultados, a Prefeitura de Boa Vista consegue identificar as regiões com maior presença do mosquito e direcionar as ações de prevenção e controle.
“As equipes farão todo o acompanhamento. Cerca de cinco a sete dias depois da instalação, serão recolhidas as palhetas que ficam dentro das armadilhas para análise. Com o monitoramento, a prefeitura passa a contar com informações mais precisas sobre a circulação do Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade”, explicou o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira.
Morador precisa autorizar instalação
A colocação da ovitrampa em Boa Vista depende da autorização do morador ou responsável pelo imóvel. Por isso, durante as visitas desta semana, os agentes também recolherão as assinaturas das pessoas que aceitarem receber o equipamento.
Os moradores serão informados sobre os cuidados necessários e sobre a data prevista para a instalação. Depois que a armadilha for colocada, a orientação é não retirar nem mudar o equipamento de lugar.
Também será necessário permitir a entrada dos agentes no imóvel durante as visitas de acompanhamento. Segundo a Prefeitura, os profissionais estarão devidamente identificados.
“Quem tiver uma ovitrampa instalada em casa deve evitar retirar ou mudar o equipamento de lugar e, principalmente, deve permitir a entrada dos agentes no local. As equipes trabalham devidamente identificadas, para a segurança dos profissionais e dos moradores”, orientou Pedro Siqueira.
A instalação das armadilhas não substitui os cuidados para evitar a reprodução do Aedes aegypti. A população deve continuar eliminando recipientes que possam acumular água e mantendo quintais e outras áreas livres de possíveis criadouros.










