A Polícia Civil de Roraima realizou, nesta sexta-feira (6), uma operação para desarticular pontos de venda de drogas no varejo ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou em duas prisões em flagrante e na apreensão de entorpecentes, dinheiro, celulares, documentos, uma arma de fogo e munições.
Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), a operação mobilizou equipes para cumprir nove mandados de busca e apreensão em Boa Vista, Mucajaí e Alto Alegre. Na capital, as diligências ocorreram nos bairros União, Dr. Airton Rocha, Jardim Primavera, São Bento e Senador Hélio Campos.
Segundo a Polícia, o trabalho começou a partir de uma prisão em flagrante realizada em 2025. As diligências posteriores permitiram identificar indícios da atuação da facção e uma estrutura organizada para a comercialização de drogas.
Pontos de venda eram chamados de “lojinhas”
De acordo com a investigação, os integrantes da organização criminosa chamavam os pontos de venda de drogas de “lojinhas”. Cada local recebia um nome próprio e ficava sob a responsabilidade de um integrante da facção, que também deveria prestar contas à organização.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos simultaneamente nos nove endereços investigados.
Duas pessoas foram presas

Uma das prisões ocorreu em um imóvel no bairro Dr. Airton Rocha, em Boa Vista. Um homem de 25 anos foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. No endereço, os policiais apreenderam entorpecentes em pequena quantidade, dinheiro e aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito é reincidente no crime de tráfico de drogas. Ele foi levado à sede da DRACO, onde foi autuado, e será apresentado em audiência de custódia neste sábado (7).
Em Mucajaí, durante buscas no endereço de um dos investigados, os policiais encontraram um celular, um rifle calibre .22 da marca Rossi e duas munições do mesmo calibre.
O pai do investigado, um homem de 44 anos que trabalha como operador de máquinas, assumiu a propriedade da arma e foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. A fiança foi arbitrada e, após o pagamento, ele foi liberado. A arma e as munições permaneceram apreendidas e serão encaminhadas para perícia.
Investigação continua
O delegado Hugo Cardias afirmou que a operação representa mais uma etapa do trabalho de combate ao crime organizado em Roraima.
“Essa investigação começou a partir de uma prisão em flagrante realizada no ano passado. No decorrer das diligências, conseguimos identificar indícios da atuação dessa facção criminosa e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de busca e apreensão. O crime organizado não para, e nossas investigações também não vão parar”, declarou.
Os documentos e celulares apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. O material poderá ajudar a esclarecer o funcionamento dos pontos de venda e a estrutura da organização criminosa no estado.











