Uma mulher de 64 anos, condenada a oito anos e dois meses de prisão por envolvimento no Escândalo dos Gafanhotos, foi presa na manhã desta sexta-feira (6), em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba.
Identificada pelas iniciais N.M.S.C., ela foi localizada no bairro Intermares após investigação da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) de Roraima. A prisão foi efetuada por policiais civis da Paraíba, com base nas informações repassadas pela equipe roraimense.
Segundo a Polícia Civil de Roraima, a mulher foi condenada por peculato-desvio, em continuidade delitiva, por desvios de recursos públicos ocorridos entre 2000 e 2002. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.
A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi recebida em junho de 2007. A sentença, proferida em novembro de 2018, também estabeleceu o pagamento de 225 dias-multa.
A defesa recorreu, mas a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve integralmente a condenação em maio de 2023. Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conheceu de um agravo em recurso especial apresentado pela defesa.
O trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos, foi certificado em 11 de junho de 2026. Com isso, a 4ª Vara Federal Criminal de Roraima expediu o mandado de prisão definitiva.
Na Paraíba, o cumprimento da ordem judicial ficou a cargo de policiais da Diretoria de Operações, com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher Sul.
Relembre o caso
O Escândalo dos Gafanhotos envolveu a inclusão de servidores fantasmas nas folhas de pagamento do governo de Roraima e de órgãos estaduais. Os salários eram sacados por intermediários, por meio de procurações, e repassados a integrantes do esquema.
A fraude foi investigada pela Polícia Federal na Operação Praga do Egito, em 2003. Entre os órgãos utilizados estava o Departamento de Estradas de Rodagem de Roraima (DER-RR).
Recursos federais transferidos ao estado por meio de convênios também foram usados nos pagamentos fraudulentos. Segundo decisões judiciais, havia pessoas incluídas na folha que sequer sabiam que constavam como servidoras.










