O líder da organização criminosa Tren de Aragua, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, morreu durante uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em coordenação com autoridades venezuelanas. A informação foi confirmada na noite desta sexta-feira (12) pelos governos dos dois países.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque foi conduzido pelo Comando Sul norte-americano e teve como objetivo eliminar o principal líder da facção criminosa. Segundo ele, a ação ocorreu em cooperação com o governo venezuelano.
Em comunicado, o Ministério da Comunicação da Venezuela informou que Guerrero foi “neutralizado” durante uma operação realizada no estado de Bolívar, no sudeste do país. O governo venezuelano também relatou confrontos com integrantes de organizações criminosas e destacou que a ação contou com intercâmbio de informações de inteligência e apoio tecnológico especializado.
Trump declarou ainda que o Tren de Aragua não possui mais um “santuário” na Venezuela ou em qualquer outro lugar. A publicação foi acompanhada por um vídeo que mostra uma explosão em uma área cercada por vegetação, sem permitir a identificação de pessoas no local.
Considerado o principal líder do Tren de Aragua, Guerrero era procurado pelas autoridades americanas e venezuelanas. Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura ou condenação.
Em dezembro, promotores federais de Nova York denunciaram 70 integrantes da organização criminosa, incluindo Guerrero, por crimes como associação criminosa, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
Segundo o Departamento de Estado americano, ele foi responsável por transformar o Tren de Aragua de uma gangue prisional venezuelana em uma organização criminosa transnacional com atuação em diversos países da América Latina.
Origem do Tren de Aragua
O Tren de Aragua surgiu em 2014 dentro da prisão de Tocorón, no estado de Aragua, na Venezuela. A facção é investigada por envolvimento em extorsão, homicídios, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, exploração sexual e mineração ilegal.
Relatórios da organização InSight Crime apontam que, durante o período em que Guerrero esteve preso em Tocorón, a facção ampliou seu poder e influência. A prisão chegou a ter estruturas incomuns, como piscina, restaurante, boate, zoológico e parque infantil, mantidas sob controle da organização criminosa.
Em setembro de 2023, o governo venezuelano ocupou militarmente o complexo penitenciário e anunciou o desmantelamento da facção dentro da unidade. Na ocasião, Guerrero já era considerado foragido.










