O programa Família que Acolhe (FQA) completou 13 anos nesta quarta-feira (23), durante a abertura da 10ª edição da Semana do Bebê, em Boa Vista. Criado em 2013, o programa já acompanhou 41.992 gestações na área urbana, no campo e em comunidades indígenas do município.
Com o tema “O Poder do Cuidado e do Afeto”, a programação reuniu gestantes, crianças e familiares na sede do FQA, com atividades voltadas à saúde, convivência e fortalecimento dos vínculos familiares. O evento também contou com a escolha do tradicional “Bebê Prefeito”.
Ao longo do dia, os participantes passaram por diferentes espaços, com oficina de desenho, penteado infantil, massagem shantala, baby spa, cinema, atividades lúdicas e pintura obstétrica.
O prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, destacou o alcance do programa ao longo dos últimos 13 anos e a presença das ações em diferentes regiões do município.
“São 13 anos de uma história construída com muito cuidado, afeto e compromisso, chegando às famílias da cidade, do campo e das comunidades indígenas. A Semana do Bebê celebra justamente essa grandeza do FQA e reforça aquilo em que acreditamos: investir na primeira infância é cuidar do presente e construir um futuro melhor para Boa Vista”, afirmou.
A pequena Cecília Garcêz, de 8 meses, foi escolhida como Bebê Prefeita 2026 e recebeu simbolicamente a Chave da Cidade nesta quarta-feira (23), durante a celebração dos 13 anos do programa Família Que Acolhe e a 10ª edição da Semana do Bebê e do Selo UNICEF, em Boa Vista. A iniciativa, que chega à 6ª edição, integra as ações municipais voltadas à Primeira Infância. O prefeito Marcelo Zeitoune destacou que a entrega simboliza o compromisso da prefeitura com o cuidado e o desenvolvimento das crianças. Beneficiária do Família Que Acolhe há um ano e três meses, Izamara Garcêz, mãe de Cecília, comemorou a escolha da filha e disse ter ficado surpresa e feliz com o reconhecimento.

Atendimento descentralizado
A programação da Semana do Bebê continua nos próximos dias nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) São Francisco, Nova Cidade, Cauamé, Pintolândia, Cristina Vicente Nunes e União.
Desde maio de 2021, as atividades do Família que Acolhe passaram a ser descentralizadas e oferecidas em diferentes pontos da capital.
Segundo a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Nathália Cortez, o modelo permite acompanhar as famílias desde a gestação e ampliar o acesso à rede de serviços.
“O Família que Acolhe tem um papel fundamental porque acompanha a família desde a gestação, oferecendo orientação, apoio e acesso a uma rede de serviços que contribui para o desenvolvimento saudável da criança. É um trabalho contínuo, que aproxima o poder público das famílias e fortalece vínculos”, disse.
A estrutura de atendimento também passou a contar com uma Unidade Móvel do CRAS Itinerante, destinada principalmente às famílias que vivem em comunidades indígenas e áreas rurais.
De acordo com Nathália, a unidade permite que as equipes cheguem a localidades mais distantes com estrutura para oferecer serviços e benefícios da assistência social.

Mães relatam experiências com o programa
Entre as participantes da programação estava Franciely Oliveira, mãe de primeira viagem. Ela participou de uma oficina de shantala com a filha Laura, de quatro meses.
“Ser acompanhada tem feito toda a diferença para mim, como mãe pela primeira vez. A gente acaba se sentindo mais segura com essa rede de apoio. Além disso, gosto de participar das atividades porque tenho a oportunidade de trocar experiências com outras mães”, contou.
Grávida do terceiro filho, Larissa Reis também participou do evento. Os dois filhos mais novos foram acompanhados pelo FQA. Durante a programação, ela participou de uma atividade de pintura obstétrica.
“O que aprendi de mais valioso com o programa foi sobre a importância de fortalecer os vínculos com os nossos filhos. A rotina às vezes faz a gente esquecer o quão fundamental é isso. Aprendi aqui que esse vínculo tem que ser reforçado todos os dias”, afirmou.

O que é oferecido pelo Família que Acolhe
O Família que Acolhe atende gestantes, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade e desenvolve ações voltadas à primeira infância.
Entre os serviços estão a Universidade do Bebê, com encontros sobre os cuidados na primeira infância; visitação familiar domiciliar; entrega de enxovais e suporte nutricional; serviços de saúde e assistência social; acesso a vagas em creches municipais; ações comunitárias; e o projeto Paternidade Boa, voltado à participação dos pais nos cuidados e no fortalecimento dos vínculos com os filhos.










