A Justiça decretou, nesta quinta-feira (5), a prisão preventiva de pai e filho, de 63 e 25 anos, suspeitos de matar a tiros, ferir com golpes de arma branca e carbonizar um jovem de 25 anos por acreditarem que ele era um Canaimé. O crime ocorreu na noite de terça-feira (3), na comunidade indígena Caracanã, região rural de Uiramutã, no Norte de Roraima.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada em Pacaraima. Os dois suspeitos confessaram o crime na delegacia e são investigados por homicídio triplamente qualificado. Eles serão transferidos para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC) na manhã nesta sexta-feira (6).
A justica determinou a elaboração de um laudo antropológico para analisar as particularidades culturais e sociais dos investigados, identificados no processo como indígenas do povo Macuxi. Também foi determinada a comunicação à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à liderança da comunidade dos suspeitos para acompanhamento dos atos processuais.
Relembre o caso
Pai e filho se apresentaram à Polícia Militar após o assassinato e alegaram que acreditavam que a vítima era um Canaimé, figura também conhecida como “rabudo” em referências culturais indígenas.
Segundo os relatos dos suspeitos à polícia, eles transportavam a vítima da comunidade Flexal quando o jovem teria tentado fugir. Nesse momento, um dos homens teria disparado contra a cabeça dele com uma espingarda.
O outro suspeito teria atingido a vítima com golpes de faca e foice no pescoço e no abdômen. Em seguida, os dois teriam ateado fogo ao corpo.
Os suspeitos também afirmaram acreditar que o jovem tinha a capacidade de se transformar em animais para atacar moradores da região.
A Polícia Militar informou que registros audiovisuais relacionados ao crime circularam em grupos de WhatsApp. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.










