A Polícia Civil de Roraima apreendeu, na quarta-feira (5), uma estrutura e equipamentos comumente utilizados em rinhas de galos durante uma operação realizada no bairro Pérola, em Boa Vista. A ação, divulgada nesta quinta (6), foi conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) após uma denúncia anônima sobre a possível realização da prática ilegal. Ninguém foi preso e o caso segue sob investigação.
Segundo a delegada Maryssa Batista, titular da DPMA, as diligências começaram após informações recebidas pelo Núcleo de Inteligência (NI), indicando que um imóvel estaria sendo utilizado para criar e preparar aves para rinhas.
“A denúncia anônima foi fundamental para o início das investigações. Durante a diligência, localizamos apetrechos comumente utilizados em rinhas de galos, que foram apreendidos para subsidiar o inquérito policial. O trabalho continua para identificar todos os responsáveis e esclarecer as circunstâncias dos fatos”, afirmou.
Durante a operação, os policiais encontraram aves alojadas individualmente, característica frequentemente observada em locais investigados por esse tipo de prática. No imóvel também foram localizados uma estrutura parcialmente desmontada, conhecida como “ringue” ou “tambor”, além de outros equipamentos que serão analisados no decorrer das investigações.
A ação contou com o apoio de uma equipe médico-veterinária do Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida (ICPDA), responsável pela perícia no local e pela avaliação dos animais.
De acordo com a Polícia Civil, os peritos não identificaram sinais de maus-tratos que justificassem a apreensão das aves. Por esse motivo, os animais permaneceram no imóvel.
Os equipamentos encontrados foram recolhidos e encaminhados à DPMA, onde passarão a integrar o inquérito policial. O laudo pericial deverá ser concluído em até dez dias e servirá para embasar o andamento das investigações sobre a suposta rinha.
A Polícia Civil informou que uma pessoa foi identificada como responsável pelo imóvel e será ouvida nos próximos dias. As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a eventual prática de crimes ambientais e de outras infrações relacionadas ao caso.
Maryssa Batista ressaltou a importância da colaboração da população no combate aos crimes ambientais. “As denúncias são fundamentais para que a Polícia Civil possa agir de forma rápida, técnica e dentro da legalidade. Muitas investigações têm início a partir das informações repassadas pelos cidadãos, por isso é essencial que a sociedade continue colaborando com esse trabalho”, destacou.











