Mulher é morta a tiros dentro de clínica em Boa Vista nove dias após registrar denúncia contra ex-marido
Telma Mello Faria foi morta a tiros - Foto: Instagram/Reprodução

Uma mulher foi morta a tiros na manhã desta quarta-feira (16) dentro da Clínica Menino Jesus, no bairro Mecejana, em Boa Vista. Telma de Mello Faria, que trabalhava na área administrativa e financeira da clínica, foi atingida por aproximadamente quatro disparos. O principal suspeito é o ex-marido dela.

O crime foi registrado por câmeras de segurança. Segundo informações preliminares, o homem chegou ao local em uma motocicleta e teria perseguido Telma. Ao perceber a aproximação, ela correu para dentro da clínica em busca de abrigo, mas foi alcançada e baleada no estacionamento da empresa. 

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e enviou uma Unidade de Suporte Avançado. A mulher, porém, já estava sem vida quando o atendimento chegou.

Após os disparos, o suspeito teria abandonado a motocicleta e fugido no carro da vítima. Equipes das forças de segurança realizam buscas para localizá-lo.

Nove dias antes, vítima havia denunciado agressões

O assassinato ocorreu nove dias depois de Telma procurar a polícia para denunciar o então companheiro. A ocorrência foi registrada em 7 de setembro, na Delegacia Especializada, após um episódio ocorrido no bairro Jóquei Clube.

No relato, Telma contou que havia se separado do homem cerca de 15 dias antes e que ele não teria aceitado o fim do relacionamento. Segundo ela, depois da separação, passou a receber xingamentos e, posteriormente, os dois chegaram a reatar.

Ainda de acordo com o registro, o homem teria ficado alterado depois de recuperar, no celular dela, vídeos feitos durante uma festa ocorrida no período em que estavam separados. Telma afirmou que foi agredida fisicamente, recebeu ofensas e teve o celular quebrado durante o episódio.

Ela também relatou ameaças de morte e disse ter ficado com medo pela própria segurança. Na ocasião, manifestou interesse em adotar as medidas legais cabíveis, inclusive medidas protetivas de urgência.

O registro policial foi feito por violência doméstica contra a mulher, incluindo ameaça e injúria por razões da condição do sexo feminino.

ReportagemRedação

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