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Foto: Arquivo pessoal

Parte de Roraima poderá registrar até 200 milímetros de chuva a menos que a média histórica entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A previsão consta de um prognóstico climático divulgado nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que também aponta temperaturas acima do normal em praticamente todo o Brasil.

O levantamento foi elaborado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em conjunto com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo os órgãos, a influência do El Niño deve favorecer a redução das chuvas em grande parte da região Norte. As áreas com os maiores déficits previstos abrangem parte de Roraima, o norte e o leste do Amazonas e a região centro norte do Pará.

A estimativa de redução de até 200 milímetros representa a diferença entre o volume de chuva esperado e a média histórica para o mesmo período. Isso não significa que deixará de chover, mas que o acumulado poderá ficar abaixo do habitual.

Além da redução das chuvas, os meteorologistas preveem temperaturas entre 1°C e 2°C acima da média em praticamente todo o território brasileiro durante o trimestre. Em algumas áreas do Pará, a elevação poderá chegar a 3°C.

O meteorologista do Inpe Caio Coelho explica que as médias trimestrais não representam necessariamente as temperaturas máximas registradas diariamente. Em determinadas regiões, os termômetros já apresentam máximas próximas de 40°C.

O levantamento também aponta a possibilidade de ondas de calor, especialmente na região central do país, devido à atuação de bloqueios atmosféricos que dificultam a passagem de sistemas meteorológicos.

Influência do El Niño

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Essa alteração influencia a circulação atmosférica e modifica a distribuição das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões.

No Brasil, o fenômeno costuma favorecer o aumento das chuvas no Sul e a redução das precipitações em áreas do Norte e Nordeste.

O prognóstico divulgado nesta semana indica alta probabilidade de chuvas acima da média na região Sul durante os próximos três meses, enquanto parte da Amazônia poderá enfrentar condições mais secas.

FonteMCTI
ReportagemRedação

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