Viver com diabetes exige cuidados diários, acompanhamento médico e mudanças na rotina. Em Boa Vista, aproximadamente 27 mil pessoas diagnosticadas com a doença recebem atendimento na rede municipal de saúde. Todos os meses, são realizadas cerca de 2 mil consultas voltadas ao tratamento e controle da condição nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O acompanhamento começa quando o paciente procura espontaneamente uma unidade ou é identificado durante as visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os profissionais percorrem as comunidades, identificam possíveis necessidades e orientam os moradores sobre o atendimento pelas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF).
Para identificar e monitorar a doença, a Prefeitura disponibiliza exames laboratoriais, solicitados pelos profissionais de saúde conforme a avaliação de cada paciente.
Após a confirmação do diagnóstico, os usuários passam a receber acompanhamento contínuo nas UBS, com consultas, avaliações clínicas e orientações sobre alimentação saudável, prática de atividades físicas e prevenção de complicações.
Medicamentos e acompanhamento
Os pacientes que dependem de insulina recebem o medicamento e os materiais necessários para o controle da glicemia na própria unidade de saúde.
“Temos um atendimento específico aos pacientes insulino-dependentes. Ele recebe a insulina na própria unidade, seja em formato de caneta autoaplicável ou seringa, além do glicosímetro para medir o açúcar diariamente e das fitas. O acompanhamento é praticamente global, basta o paciente estar cadastrado à sua UBS de referência”, explicou a superintendente de Atenção Primária à Saúde (APS), Erika Madelaine.
O atendimento também conta com equipes Multiprofissionais da Atenção Primária (eMulti), que trabalham em conjunto com as equipes de Saúde da Família. Nutricionistas e educadores físicos participam do acompanhamento, com orientações e atendimentos compartilhados de acordo com as necessidades de cada usuário.
Cuidados que fazem parte da rotina
Nesta quinta-feira (5), Júlia Rodrigues esteve na UBS Silvio Botelho para retirar medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão e da pré-diabetes, condição diagnosticada há dois anos. Ela contou que mantém o acompanhamento na unidade e procura seguir as orientações recebidas pelos profissionais de saúde.
“Meu acompanhamento tem sido muito bom desde o início. Como ainda estou na pré-diabetes, eu procuro tomar os medicamentos corretamente, comer pouco e comer bem, e também faço exercício de manhã cedo. Graças a Deus estou indo muito bem”, relatou.










