Foto: Divulgação/PCRR

A Operação Caminhos Seguros coordenado na PCRR (Polícia Civil de Roraima) pela DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), cumpriu dois mandados de prisão por sentença condenatória decretada pela Justiça contra dois homens, por crime de estupro de vulneráveis. Um deles foi sentenciado a 36 anos e o outro a 22 anos e seis meses.

As duas ações policiais distintas ocorreram ao longo do dia de ontem, 17 de maio. De acordo com informações prestadas pela delegada titular da DPCA, Jaira Farias, o primeiro a ser preso foi o jardineiro A. L. S., de 46 anos, na manhã de ontem.

Segundo a delegada, o homem foi condenado a 36 anos de reclusão em regime fechado pelo estupro da enteada, no ano de 2013, na época com oito anos de idade e da sobrinha por afinidade, com 10 anos, em 2017. A enteada, após sofrer várias vezes nas mãos do padrasto, criou coragem e contou a violência que vinha sofrendo para sua mãe, que o expulsou de casa e o denunciou.

O homem também é acusado do estupro contra a sobrinha por afinidade, na época com 10 anos de idade, prima da vítima de oito anos. O crime ocorreu no ano de 2017. O homem foi investigado pela Polícia Civil, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ele, que foi processado e condenado pela Justiça à pena de 36 anos. Ele foi preso em seu local de trabalho em uma Instituição de ensino federal, no bairro Pricumã, onde trabalhava como jardineiro.

Na continuidade das diligências, à tarde, os policiais da DPCA prenderam A. C. H. L., de 33 anos. Ele foi condenado pela Justiça a 22 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo estupro de sua enteada.

O acusado convivia com a mãe da vítima e, a violência sexual teve início quando ela tinha quatro anos de idade. Na medida em que a menina foi crescendo, segundo a denúncia, aumentaram também suas investidas até ele consumar a violência sexual, que se repetiu por várias vezes. O caso veio à tona após uma irmã dela, mais nova, ter presenciado os assédios do padrasto e contar para a mãe, no ano de 2021, quando a vítima já estava com 13 anos.

O acusado negou as acusações e a irmã da vítima decidiu contar para o tio, que acionou a Polícia. A vítima confessou que desde criança sofria a violência sexual e que o padrasto sempre afirmava que se ela contasse para alguém, apanharia da mãe, que não acreditaria nela.

O homem negou as acusações. O caso foi encaminhado à Justiça que o processou e o condenou a 22 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.

Ele teve a prisão por sentença condenatória decretada e a equipe da DPCA o prendeu no bairro São Vicente.

Os dois homens foram apresentados na manhã deste sábado na Audiência de Custódia.

ReportagemRedação

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