Artistas que participam do Chamamento Público Ciclo 2 da Lei Aldir Blanc, gerido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), denunciam o atraso na divulgação da classificação final dos projetos. Conforme o cronograma do próprio edital, a lista deveria ter sido publicada em 28 de agosto, mas até esta quinta-feira (3) o resultado ainda não havia sido divulgado.
O atraso chega a seis dias em relação à data prevista no cronograma. A demora preocupa os participantes porque outras etapas do edital também têm datas definidas, incluindo a entrega dos documentos de habilitação, que estava prevista para ocorrer entre 28 de agosto e 10 de setembro.
Um participante, que pediu para não ser identificado, afirmou ao Roraima1 que os fazedores de cultura seguem sem informações sobre uma nova previsão oficial.
“Hoje é dia 3 de setembro e ainda não divulgaram a classificação final, que era prevista para dia 28 de agosto. Se atualizasse aqui, acredito que todos saberiam a previsão. Mas ficamos à mercê. Todos os anos é isso”, relatou.
Pelo cronograma divulgado pela Secult, após a classificação final deveriam ocorrer a entrega dos documentos de habilitação, o resultado preliminar dessa etapa, o período para recursos e, posteriormente, a seleção final e convocação para assinatura dos termos. O início dos repasses financeiros está previsto para 21 de setembro.
Atraso altera cronograma previsto
A Secult informou que o atraso ocorreu devido à análise de mais de 200 recursos apresentados pelos fazedores de cultura inscritos.
Em nota, a secretaria afirmou que cerca de 2 mil projetos foram inscritos e que “a avaliação está sendo realizada de forma transparente”. A pasta informou ainda que o resultado definitivo das iniciativas aprovadas será divulgado na sexta-feira (4).
Questionamentos sobre o mesmo edital
O atraso na classificação final ocorre após outras denúncias envolvendo o mesmo Chamamento Público Ciclo 2 da Lei Aldir Blanc.
Recentemente, o Roraima1 publicou relatos de artistas e produtores culturais que questionaram o processo de seleção e denunciaram suposta aprovação de candidatos sem portfólio compatível com as exigências, além de alegações de interferência política e retaliação em editais da Secult.










