A última noite de apresentações do Grupo Diamante do Concurso de Quadrilhas do Boa Vista Junina 2026 foi marcada por emoção, resgate histórico e homenagens à cultura popular brasileira. Nesta quarta-feira (17), as agremiações Coração Caipira, Zé Monteirão e Eita Junino encerraram as disputas da principal categoria do arraial na Arena Junina da Praça Fábio Marques Paracat.
As apresentações reuniram diferentes narrativas no tablado, passando pelo amor materno, pela Revolução Pernambucana de 1817 e pela valorização de poetas e artistas que ajudaram a construir a identidade cultural nordestina.
A primeira a se apresentar foi a Coração Caipira, que levou à arena o tema “Mãe, a voz que sai do coração”. A quadrilha destacou a maternidade como símbolo de acolhimento, proteção e amor, encerrando a apresentação com uma homenagem a Maria, mãe de Jesus.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi protagonizado pela noiva da quadrilha, Gabrielly Marinho, que entrou no tablado com a filha Aurora, de apenas seis meses, nos braços.
“Eu cresci no mundo junino e hoje estou seguindo os mesmos passos da minha mãe, e trazendo a minha filha. Estou muito emocionada em poder viver esse momento”, afirmou.

Na sequência, a Zé Monteirão apresentou o tema “O Brasil que quase nasceu em Pernambuco”, inspirado na Revolução Pernambucana de 1817. A quadrilha retratou o movimento considerado um dos principais episódios de resistência ao domínio português no período colonial brasileiro.
Pela primeira vez defendendo o posto de noiva da agremiação, Amanda Bandeira destacou a responsabilidade de representar um tema ligado à história nacional.
“Contamos uma história verídica do Brasil. É uma narrativa sobre coragem e resistência. Estamos felizes por apresentar o resultado de meses de trabalho”, disse.

Encerrando as apresentações do Grupo Diamante, a atual campeã Eita Junino levou ao tablado o tema “O baile estrelado, a festa que os poetas sonharam”. A apresentação homenageou nomes como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, além de outros representantes da cultura popular brasileira que ajudaram a consolidar as tradições juninas e nordestinas.
Para a noiva da quadrilha, Khauany Nascimento, a apresentação teve um significado especial por representar uma trajetória construída desde a infância dentro da agremiação.
“Defender o cargo de noiva da Eita Junino é uma honra. É a quadrilha da minha vida e vivemos o São João intensamente todos os anos”, afirmou.

Além das apresentações, a noite reuniu grande público na Arena Junina. Das arquibancadas, espectadores acompanharam atentamente cada detalhe dos espetáculos, que encerraram a participação das quadrilhas do Grupo Diamante na edição 2026 do Boa Vista Junina.
“É um espetáculo que sempre emociona. Todos os anos faço questão de acompanhar”, resumiu a espectadora Ianne Roque.










