Patrimônios Vivos - Ft JONATHAS OLIVEIRA
Foto: Semuc BV

A Prefeitura de Boa Vista homenageou os Patrimônios Vivos do município durante o evento Patrimônio Criativo de Boa Vista: Tempo, Identidade, Inclusão Produtiva e Renda, promovido pela Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Entre os reconhecidos estão representantes da música, literatura, teatro, circo, gastronomia, fotografia, artesanato, além das culturas populares e afro-brasileiras.

“Patrimônios Vivos são pessoas, mestres da cultura, grupos ou comunidades, reconhecidos por guardarem, praticarem e transmitirem saberes, tradições e expressões de geração em geração. Eles representam a memória e as tradições de Boa Vista”, explicou a coordenadora de Patrimônio Cultural da FETEC, Carolina Viana.

Conheça os Patrimônios Vivos de Boa Vista

  • Carlos Alberto de Souza Fournier Filho – Tatá Bokulê – Gestor público, antropólogo e mestre dos saberes, Tatá Bokulê dedica-se à valorização das tradições afro-brasileiras e de matriz africana em Roraima. É dirigente do Abasà N’gola Ngunzu Tatà Bokulê, fundador da Companhia de Dança Afro Nganga Nzila e presidente da FUCABERR, além de integrar instituições voltadas à preservação da memória e à promoção da igualdade racial.
  • Catarina de Fátima Ribeiro – Gestora de base comunitária, brincante e escutadora de mestres e mestras da cultura popular, é co-criadora da Rede de Culturas Populares e Tradicionais Confluência Roda de Prosa Roraima. Também integra o Pontão Roraima e a Rede Nacional de Culturas Populares e Tradicionais.
  • Chiquinho Santos – Compositor e entusiasta das manifestações populares, Chiquinho Santos chegou a Boa Vista em 1983 e, desde então, contribui para a valorização do carnaval e de diferentes expressões artísticas. Participou da organização e regulamentação dos desfiles das escolas de samba e do concurso de quadrilhas juninas, além de colaborar para a construção do Sistema Municipal de Cultura. Em 2025, teve seu nome dado ao tablado do Boa Vista Junina. “É um sentimento de orgulho, mas também de muita responsabilidade e humildade. A partir do momento em que dizem que eu sou um Patrimônio Vivo, percebo que as pessoas reconhecem que estou deixando alguma coisa boa para as gerações vindouras”, destacou Chiquinho.
  • Coletivo Cultural Afoxé Filhas e Filhos de Iemanjá – Fundado em 2023 pelo Egbé Yewalê Bemy e pela sociedade em geral, o Afoxé Filhas e Filhos de Iemanjá é um grupo de matriz afro-brasileira. Por meio da música, da dança e de ações formativas, incentiva o reconhecimento da ancestralidade, da cultura negra e dos saberes dos povos de terreiro, constituindo também um espaço de resistência e pertencimento.
  • Denise Arnout Rohnelt de Araújo – Jornalista e pesquisadora da gastronomia amazônica, Denise trabalha na área desde 1997. Há 15 anos, dedica-se ao estudo de ingredientes e saberes alimentares dos povos tradicionais da Amazônia. É colunista de gastronomia desde 2011 e também acumulou experiências como curadora, jurada e consultora em importantes iniciativas do setor.
  • Elena Campo Fioretti – Professora, pesquisadora e gestora cultural, Elena Campo Fioretti dedica-se há décadas à preservação e à valorização da memória de Roraima. Participou da implantação do Museu Integrado de Roraima, contribuiu para a formulação de políticas públicas no estado e, atualmente, dirige o espaço, que voltou a funcionar após 12 anos fechado e sem sede institucional.
  • Eliakin Rufino – Poeta, compositor, professor e filósofo, Eliakin Rufino iniciou sua carreira artística em 1984. Autor de 15 livros de poesia e de trabalhos musicais solo e com o Trio Roraimeira, recebeu distinções como a Ordem do Mérito Cultural, o Prêmio Grão de Música, o título de Doutor Honoris Causa da UERR e o Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes. “Nós somos patrimônios vivos e articulamos a sobrevivência dos outros patrimônios: o arqueológico, o histórico, o arquitetônico, o cultural e o artístico. Receber o título é um reconhecimento ao meu trabalho de mais de 40 anos pela cultura do meu estado e da minha cidade. Eu me sinto honrado, principalmente porque é uma homenagem ainda em vida”, disse.
  • Jorge Macedo – Fotógrafo com 43 anos de experiência na Amazônia, Jorge Macedo dedica seu trabalho ao registro das manifestações culturais, da natureza e dos povos de Roraima. Participou de expedições e projetos de documentação em áreas indígenas e arqueológicas, publicou trabalhos em livros, jornais e revistas nacionais e internacionais e produziu mais de 15 documentários, ajudando a difundir imagens do estado e da região amazônica.
  • Kalu Brasil – Cozinheira autodidata e descendente do povo Wapichana, Kalu Brasil nasceu na aldeia Juraci, em Amajari, e construiu uma história de mais de 50 anos ligada à gastronomia. Tornou-se uma das principais representantes da culinária regional, levando os sabores e saberes de Roraima a eventos nacionais e internacionais.
  • Léo Malabarista – Leonildo de Assis Silva, o Léo Malabarista, é artista circense e iniciou sua carreira nos grandes circos Bartolo e Garcia, seguindo depois para a Academia de Artes Circenses Piolin, em São Paulo. Mestre da Cultura Popular e premiado pela Funarte, atualmente está à frente do Circo do Seu Léo, onde também oferece oficinas de diferentes modalidades circenses.
  • Luíza Carmem Brasil – Petita Brasil –  Professora, escritora, artista plástica, artesã, produtora cultural e carnavalesca, Petita Brasil construiu uma história marcada pela educação e pela valorização das expressões roraimenses. Foi pioneira na criação e implantação das festas juninas no Parque Anauá, participou do Carnaval de Roraima e contribuiu para a preservação da memória histórica, incluindo a iniciativa que levou ao tombamento da Casa de Cultura Madre Leotávia Zoller. Aos 80 anos, Petita recebeu o reconhecimento por uma vida dedicada à preservação e à transmissão de conhecimentos. Para ela, a distinção também amplia a compreensão sobre o significado de patrimônio. “O patrimônio começa exatamente pelo povo, pela personalidade que essa figura humana representa para a sociedade. Significa que você cumpriu a trajetória do que escolheu para a sua vida: a valorização da cultura de um povo. E eu espero que os que estão vindo deem continuidade na língua, no fazer e no comer”, pontuou.
  • Márcio Sergino – Ator, diretor e professor, Márcio Sergino é formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo e chegou a Roraima no início dos anos 1990. Em 1993, fundou a Cia. Arteatro e, desde então, contribui para a cena teatral do estado por meio de espetáculos, formação artística e diferentes iniciativas. Atualmente, integra a gestão do espaço multicultural Usina, Café e Cultura.
  • Marisa Bezerra – Antropóloga, atriz, produtora cultural, diretora teatral, arte-educadora e agente cultural, Marisa desenvolve trabalhos nas artes cênicas de Roraima desde 2005. Sua atuação envolve criação, produção, formação e gestão, além de projetos que utilizam o teatro como instrumento de educação, inclusão social e fortalecimento da identidade roraimense.
  • Neuber Uchôa – Poeta e compositor, Neuber Uchôa é um dos fundadores do Movimento e do Trio Roraimeira, referências na construção da identidade artística de Roraima. Membro da Academia Roraimense de Letras e reconhecido nacionalmente com a Ordem do Mérito Cultural, construiu uma trajetória dedicada às tradições, aos costumes, às belezas naturais e aos povos originários do estado.
FonteSemuc BV

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