Delcy Rodriguez. Foto: Prensa Presidencial.

A disputa territorial entre Venezuela e Guiana ganhou novo capítulo diplomático após a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, reafirmar publicamente a reivindicação de Caracas sobre a região de Essequibo, área rica em petróleo e recursos naturais que corresponde a cerca de dois terços do território guianense.

A tensão aumentou depois que Rodríguez passou a usar, em agendas oficiais no Caribe, um broche com o mapa da Venezuela incluindo Essequibo. O gesto levou o presidente da Guiana, Irfaan Ali, a apresentar uma queixa formal à Comunidade do Caribe (Caricom), argumentando que o acessório simboliza uma provocação direta à soberania guianense.

O governo da Guiana reagiu com críticas ao uso do broche com o mapa venezuelano incluindo a região de Essequibo. O acessório foi interpretado por autoridades guianenses e representantes do setor privado como uma provocação diplomática e uma afronta à soberania do país.

A controvérsia ocorre em meio ao agravamento das disputas sobre Essequibo, área rica em petróleo e recursos naturais que corresponde a cerca de dois terços do território da Guiana. O episódio também aumentou a pressão sobre líderes da Comunidade do Caribe (Caricom) que receberam Rodríguez recentemente. A Corte Internacional de Justiça deve iniciar em maio novas audiências sobre o caso, enquanto a Guiana reforça sua defesa da validade da fronteira estabelecida em 1899 e acusa a Venezuela de tentar consolidar narrativas expansionistas por meio de símbolos políticos

Durante ato político no estado venezuelano de Carabobo, Rodríguez minimizou as críticas e afirmou que o broche representa “o único mapa” que conhece. A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio de autoridades venezuelanas, como o chanceler Yván Gil e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que classificaram Essequibo como um direito histórico, jurídico e moral da Venezuela.

O embate ocorre às vésperas de uma nova etapa decisiva na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que iniciará em 4 de maio audiências sobre a disputa. A Guiana busca validar juridicamente a sentença arbitral de 1899, que definiu a atual fronteira, enquanto a Venezuela sustenta que o Acordo de Genebra de 1966 mantém aberta a controvérsia territorial.

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