Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela. Foto: Jésus Vargas/ Getty Images

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, iniciou um movimento silencioso para afastar aliados do ex-presidente Nicolás Maduro, em uma reestruturação que já atinge figuras centrais do antigo governo.

Segundo reportagens internacionais, pessoas próximas ao ex-mandatário vêm sendo demitidas, presas ou afastadas de funções públicas e empresariais. Parte desses aliados também foi retirada de espaços de influência política e econômica, enquanto outros demonstram temor de serem os próximos atingidos.

A chamada “faxina” ocorre de forma gradual e, em muitos casos, sem justificativas oficiais. A reorganização é conduzida diretamente por Rodríguez, que assumiu o comando do país após a retirada de Maduro do poder no início de 2026, em meio a uma intervenção liderada pelos Estados Unidos.

Entre as mudanças já confirmadas estão a substituição de nomes ligados ao núcleo duro do chavismo em áreas estratégicas, como Defesa e economia. O Banco Central, por exemplo, teve troca na presidência, com a saída de uma parente de Maduro em meio ao processo de reaproximação com organismos internacionais.

No campo militar, aliados históricos também foram removidos, indicando uma tentativa de reduzir a influência de figuras que sustentaram o antigo governo por anos.

Inicialmente apresentada como uma liderança de transição, Rodríguez agora conduz uma ampla redistribuição de poder, considerada a mais significativa na Venezuela nas últimas décadas. O movimento ocorre em paralelo à reabertura econômica e à retomada de relações com instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), após anos de isolamento.

Analistas avaliam que as mudanças sinalizam uma tentativa de reconfigurar o regime e atender a pressões externas, mas também geram tensões dentro do próprio grupo político que apoiava Maduro.

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