Foto: Katarine Almeida/Semuc BV.

A Seplan (Secretaria de Planejamento e Orçamento) divulgou os resultados da Pesquisa da Cesta de Páscoa 2026, que analisou os preços de 40 produtos tradicionalmente consumidos durante a Semana Santa e a Páscoa em Boa Vista.

O levantamento foi realizado pela CGEES (Coordenação-Geral de Estudos Econômicos e Sociais) entre os dias 16 e 19 de março, em 10 supermercados, nove peixarias e três casas especializadas em camarão, distribuídos em diferentes bairros da capital.

A metodologia considerou os menores preços encontrados nos estabelecimentos, com o objetivo de ampliar as possibilidades de comparação e auxiliar os consumidores no planejamento das compras.

Entre os itens típicos da Páscoa, como ovos de chocolate e caixas de bombons, a pesquisa identificou aumento generalizado nos preços médios em relação a 2025.

O maior crescimento foi registrado no ovo de Páscoa grande (até 400g), que passou de R$ 64,82 para R$ 86,48, uma alta de 33,42%. Também subiram os preços da barra de chocolate (28,25%), do ovo extragrande (27,13%), da caixa de chocolates (22,21%) e do ovo médio (13,22%).

O levantamento também apontou variações significativas de preços entre os estabelecimentos, o que reforça a importância da pesquisa antes da compra.

Por outro lado, no grupo de alimentos básicos, a maioria dos produtos apresentou queda em relação ao ano anterior. Entre os principais recuos estão o arroz branco (-6,77%), o queijo muçarela (-18,28%), os ovos (-16,85%) e o azeite de oliva (-16,33%).

Alguns itens, no entanto, registraram aumento, como o leite condensado (16,59%), o azeite de dendê (9,94%) e a farinha de mandioca (2,50%).

Entre os pescados, todos os produtos analisados tiveram aumento de preço, com destaque para o atum em lata (39,19%) e a sardinha em lata (30,11%).

No caso do camarão, três dos quatro tipos pesquisados ficaram mais caros, principalmente o camarão grande (20,59%) e o pequeno (17,69%). A única redução foi observada no camarão médio (-7,89%).

Segundo a Seplan, o resultado reflete a influência de fatores como sazonalidade, oferta e demanda sobre os preços, especialmente em produtos mais consumidos durante o período.

A pesquisa completa está disponível no site oficial da secretaria.

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