Foto: divulgação

Roraima registrou em 2025 a maior taxa de estupro de vulnerável por 100 mil habitantes de todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com 540 ocorrências e uma taxa de 73,09, o estado supera todas as demais unidades da federação no índice que mede crimes contra pessoas consideradas vulneráveis: como crianças menores de 14 anos ou qualquer pessoa sem capacidade de consentir.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado recentemente, que apontou que dois em cada três casos de estupro registrados no país em 2025 foram classificados como estupro de vulnerável, um total de 57.329 ocorrências, o equivalente a 71% dos registros de estupro no ano.

Autoridades e especialistas em Roraima sugerem que o crescimento dos registros no estado não reflete apenas um aumento real da violência, mas também a ampliação das investigações, fortalecimento de canais de denúncia e maior acolhimento às vítimas. A Polícia Civil de Roraima afirmou que a intensificação dos mecanismos de notificação fez com que mais casos fossem formalmente registrados, reduzindo a subnotificação histórica.

Apesar disso, os números preocupam defensores dos direitos das crianças e adolescentes, que afirmam que os dados tornam urgente a intensificação de políticas públicas de prevenção, educação, proteção e atendimento às vítimas. A discussão inclui a necessidade de fortalecer redes de proteção social, saúde e segurança pública para reduzir a violência e apoiar famílias e comunidades vulneráveis.

Roraima aparece à frente de outros estados da região Norte no ranking, como Rondônia (70,09), Amapá (56,91), Pará (54,21) e Acre (51,11), que também estiveram entre as unidades com maiores índices proporcionais dessa forma de violência.

Especialistas destacam que a predominância de estupro de vulnerável em Roraima e no Norte reflete desafios socioeconômicos e estruturais mais amplos, e que políticas integradas entre segurança pública, assistência social, educação e saúde são fundamentais para enfrentar essa realidade grave e proteger as populações mais expostas.

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