Foto: Jader Souza

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, ovos e animais ao bloco europeu a partir de setembro de 2026. A medida foi adotada após o governo brasileiro não apresentar garantias consideradas suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na criação de animais.

A decisão afeta produtos como carne bovina, aves, ovos, mel e envoltórios utilizados pela indústria alimentícia. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil poderá voltar à lista de exportadores caso comprove adequação às exigências sanitárias adotadas pelo bloco.

A porta voz da área de Saúde da União Europeia, Eva Hrncirova, confirmou que a suspensão começa a valer em 3 de setembro. De acordo com ela, o Brasil não foi incluído na atualização da lista de países autorizados a comercializar produtos de origem animal com os europeus.

As regras da União Europeia proíbem o uso de substâncias antimicrobianas para estimular crescimento ou aumentar a produtividade animal. O bloco também restringe medicamentos considerados essenciais para tratamentos humanos, como forma de combater a resistência bacteriana.

A exclusão do Brasil ocorre em meio às discussões sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O tratado enfrenta resistência de produtores rurais europeus e de governos como o da França, que defendem regras mais rígidas para produtos agrícolas importados.

A Comissão Europeia afirmou que as exigências sanitárias aplicadas aos países exportadores seguem o mesmo padrão imposto aos produtores europeus. O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, declarou que a medida busca garantir igualdade nas condições de concorrência e segurança alimentar.

Apesar da decisão, o Brasil ainda pode negociar ajustes técnicos com as autoridades europeias para tentar reverter a suspensão antes da entrada em vigor das novas regras.

FonteUol Economia
ReportagemRedação

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