O terremoto de grande magnitude registrado na Venezuela na última terça-feira (24) também teve reflexos no Brasil. O abalo foi sentido em estados da Região Norte, como Pará, Amazonas, Amapá e Roraima, provocando oscilações em edificações mais altas e assustando moradores.
Em Belém, as autoridades evacuaram preventivamente seis prédios para a realização de inspeções técnicas. As vistorias já foram concluídas e os imóveis foram liberados. Apesar do susto, não houve registro de mortes, feridos ou danos estruturais significativos em território brasileiro.
Enquanto monitorava os efeitos do terremoto no Brasil, o Governo Federal deu início à missão humanitária de apoio à Venezuela. O primeiro dia da operação foi marcado por uma força tarefa dos técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) nas ações de busca e salvamento de vítimas.
Instalados em uma base na região de Los Corales, os servidores prestam apoio ao governo local com dez toneladas de materiais e equipamentos, além de uma caminhonete. Também foram enviados quatro representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e 37 bombeiros militares.
A missão é coordenada pelo MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Para reforçar a operação, o Governo Federal enviará neste sábado (27) uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, militares para operar a estrutura e purificadores de água.
“O cenário é bastante crítico. Estamos em uma região muito próxima do litoral e perto de montanhas. De maneira improvisada, estruturamos uma base em um campo de futebol que também foi afetado pelo terremoto, está com rachaduras e torres de iluminação danificadas. Perto daqui, alguns prédios desabaram e outros foram muito atingidos. Equipes internacionais chegam a todo momento para ajudar nesse trabalho e o Brasil integra essa força tarefa nessa primeira fase de busca e salvamento de vítimas nos escombros. Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas, usando ponto de ônibus como abrigo. O cenário é realmente devastador”, relatou o diretor do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Sedec, Armin Braun.
Braun também destacou a estrutura enviada pelo Governo Federal para auxiliar as equipes de resgate.
“Estamos com uma série de equipamentos, como sensores de movimento, aparelhos para buscar possíveis sinais de celulares de vítimas soterradas, seis cães farejadores. Os esforços para encontrar pessoas com vida são incansáveis, presenciamos um resgate ontem mesmo”, afirmou.










