Venezuela terremoto
Foto: Jesus Vargas/Getty Images

Um novo terremoto de magnitude 4,8 atingiu a Venezuela neste sábado (27) no estado de Aragua. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade e teve epicentro a 35 quilômetros ao norte nordeste da cidade de El Limón.

O novo abalo ocorreu três dias após dois fortes terremotos atingirem o país na quarta feira, 24 de junho. Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram epicentro no estado de Yaracuy e provocaram destruição em diversas regiões venezuelanas.

Neste sábado (27), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela,Jorge Rodríguez, atualizou o balanço oficial da tragédia para 1.430 mortos e 3.238 feridos. As autoridades ainda não divulgaram um número oficial de desaparecidos, mas plataformas criadas pela sociedade civil venezuelana apontam mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

Segundo Rodríguez, 3.142 famílias foram retiradas de suas casas e levadas para locais de abrigo. Até este sábado, também haviam sido registradas 430 réplicas dos terremotos, o que mantém parte da população fora de casa por receio de novos tremores.

Os dois terremotos ocorreram com intervalo de apenas 39 segundos. O primeiro foi registrado próximo a San Felipe, com magnitude 7,2 e profundidade de 21,9 quilômetros. O segundo terremoto, de magnitude 7,5, teve epicentro próximo a Yumare. Por terem ocorrido em baixa profundidade, os abalos foram sentidos em uma ampla região do norte da América do Sul e do Caribe, incluindo Manaus, no Amazonas.

Sete estados foram afetados pelos terremotos, de acordo com o governo venezuelano. O estado costeiro de La Guaira foi o mais atingido e foi declarado zona de desastre após a decretação de estado de emergência pela presidente Delcy Rodríguez.

Diversos países enviaram ajuda humanitária à Venezuela, entre eles o Brasil. O governo brasileiro já encaminhou três aeronaves da Força Aérea Brasileira com medicamentos, insumos e equipes de resgate e saúde. Colômbia, Chile, El Salvador, México, Peru, Estados Unidos, Holanda, Espanha, Itália e França também prestaram apoio ao país.

FonteMetrópoles
ReportagemRedação

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