Um psicólogo de 28 anos foi preso preventivamente na noite desta sexta-feira (22), enquanto tentava fugir de Roraima, suspeito de aplicar golpes financeiros contra idosos atendidos no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Caroebe, no Sul do Estado. Segundo a Polícia Civil de Roraima, ele usava o acesso aos celulares e às senhas bancárias das vítimas para realizar transferências e agendamentos de PIX sem autorização.
Identificado pelas iniciais K.M.S., o suspeito foi localizado pela Delegacia de São João da Baliza dentro de um ônibus na região da Vila Nova Colina, em Rorainópolis, enquanto seguia para o Amazonas.
As investigações apontam que o psicólogo se aproveitava da função exercida no CRAS para auxiliar idosos em procedimentos relacionados à prova de vida, emissão de documentos e regularização de benefícios sociais. Durante os atendimentos, as vítimas entregavam os aparelhos celulares e informavam senhas bancárias acreditando que estavam recebendo ajuda.
De posse dos dados, conforme a investigação, o suspeito realizava transferências bancárias sem autorização das vítimas. Parte dos valores desviados teria sido enviada para contas de terceiros, incluindo a conta bancária de um irmão do investigado.
Até o momento, a Polícia Civil identificou três vítimas. Uma delas, de 59 anos, relatou prejuízo de R$ 18 mil. Outra vítima, de 68 anos, informou desvio de R$ 3 mil. Já uma terceira, de 61 anos, identificou movimentação irregular de R$ 900 após atendimento realizado no CRAS.
Em um dos episódios investigados, uma das vítimas percebeu comportamento suspeito enquanto o investigado manuseava o celular dela dentro da própria residência. Após notar movimentações bancárias estranhas, a idosa aguardou que ele deixasse o imóvel antes de acionar a Polícia Militar.
O suspeito chegou a ser levado para a delegacia na quinta-feira (21), após denúncia envolvendo uma das vítimas, mas foi ouvido e liberado porque os fatos investigados haviam ocorrido dias antes e não havia situação de flagrante.
Durante o andamento das diligências, uma nova vítima procurou a Polícia Civil relatando prejuízo semelhante. Ao mesmo tempo, os investigadores receberam informações de que o suspeito estaria se preparando para deixar Roraima.
Diante da possibilidade de fuga e do risco de surgirem novas vítimas, o delegado Ricardo André Mendes representou pela prisão preventiva, autorizada pela Justiça durante o plantão judicial.
Segundo o delegado, a resposta rápida da Polícia Civil foi fundamental para impedir que o investigado deixasse o Estado.
“Assim que surgiu a informação de que ele estava deixando o Estado, representamos imediatamente pela prisão preventiva. A decisão judicial saiu rapidamente e conseguimos localizá-lo ainda dentro do ônibus, antes que deixasse o Estado”, destacou.
O investigado foi encaminhado à unidade policial e será apresentado em audiência de custódia neste sábado (23). As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas.










