Chame
Sede do Chame em Boa Vista - Foto: SupCom

O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (CHAME) suspendeu as atividades em Roraima. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela secretária especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), deputada estadual Joilma Teodora (União Brasil), em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a parlamentar, a interrupção dos atendimentos ocorreu porque o programa deixou de contar com o número mínimo de profissionais necessários para manter o funcionamento.

De acordo com a nota, os servidores que atuavam no CHAME foram exonerados por decisão do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Jorge Everton (União Brasil). Conforme o comunicado, as exonerações impossibilitaram a continuidade dos atendimentos e dos serviços prestados à população.

“Os servidores que atuavam no CHAME foram exonerados por decisão do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jorge Everton. Em razão dessas exonerações, tornou-se impossível manter os atendimentos e garantir a continuidade dos serviços prestados à população”, informou a deputada.

Joilma Teodora lamentou a suspensão das atividades e afirmou esperar que a situação seja resolvida para que o centro volte a funcionar.

“Esperamos que essa situação seja solucionada o mais breve possível, para que o CHAME possa reabrir suas portas e voltar a atender aqueles que mais precisam”, afirmou.

O outro lado

A Assembleia Legislativa de Roraima afirmou que não procede o comunicado divulgado pela deputada estadual Joilma Teodora sobre o suposto encerramento das atividades do CHAME. Em nota, a Presidência informou que a parlamentar não possui competência administrativa ou legal para determinar ou anunciar a suspensão, o encerramento ou a continuidade de programas institucionais do Poder Legislativo.

A ALE-RR também negou que todos os servidores do programa tenham sido exonerados e afirmou que a informação de que o CHAME deixou de funcionar por falta de profissionais “não corresponde aos fatos”. A Presidência ainda criticou a divulgação do comunicado nas redes sociais, afirmando que a deputada disseminou “informações inverídicas” capazes de provocar insegurança entre os usuários do programa, e reforçou que qualquer decisão sobre os programas institucionais será comunicada exclusivamente pelos canais oficiais da Assembleia Legislativa.

ReportagemRedação

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