A Terra Indígena Yanomami deve receber oito novas escolas com recursos estimados em R$ 35 milhões, previstos no Novo PAC Indígena. As unidades serão construídas dentro do território, que abriga cerca de 30 mil indígenas, com atendimento inicial projetado para pouco mais de 1,5 mil estudantes.
A definição das localidades seguiu critérios do Ministério da Educação, com base em dados do Censo Escolar. As regras para participação dos estados foram estabelecidas em portaria conjunta do MEC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicada em fevereiro deste ano.
As propostas apresentadas pelos estados ainda passam por análise. O FNDE tem prazo até o fim de abril para avaliar os projetos. Se aprovados, os planos seguem para validação técnica da Caixa Econômica Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas. A execução das obras ficará sob responsabilidade dos governos estaduais, que também devem definir os prazos.
A maior parte das escolas será construída em comunidades localizadas no Amazonas, como Maturacá, Maiá e Pukima. Em Roraima, estão previstas duas unidades, que devem atender comunidades indígenas como Fuduuwaaduinha Yek’wana e Mauxiu.
Segundo técnicos envolvidos no processo, a proposta prevê estruturas adaptadas às condições do território e ao modo de vida das comunidades, considerando fatores como acesso, clima e uso contínuo.
A construção de escolas dentro da Terra Yanomami é uma demanda recorrente das comunidades, que apontam dificuldades de acesso à educação em regiões isoladas. Apesar do anúncio dos recursos, o avanço das obras ainda depende da conclusão das etapas técnicas e administrativas previstas no programa.
Além das ações vinculadas ao PAC, outras iniciativas envolvendo universidades e organizações também atuam na ampliação da educação escolar indígena no território.










