O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, voltou ao centro de uma nova polêmica após a divulgação de documentos que apontam o custeio, pela entidade, de uma viagem internacional de mais de R$ 100 mil para uma acompanhante sem vínculo formal com a confederação. É a segunda denúncia apresentada pelo portal LeoDias. Na primeira, o roraimense foi acusado de pagar, com recursos da CBF, as despesas de viagens da Copa do Mundo de 2026 de outra mulher.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17) pelo portal LeoDias e amplia a crise enfrentada pelo dirigente durante a disputa da Copa do Mundo de 2026.
Segundo a publicação, a influenciadora Tatá Barcellos viajou para Doha, no Catar, em dezembro de 2025, para acompanhar a final da Copa Intercontinental da Fifa. Apenas as passagens aéreas teriam custado mais de R$ 100 mil aos cofres da CBF. A hospedagem em hotel de alto padrão somou outros R$ 17,4 mil.
Ainda de acordo com a reportagem, a acompanhante teve acesso a áreas VIP do evento e circulou em espaços reservados a dirigentes, familiares e convidados da entidade.
A nova revelação surge dois dias após outra denúncia envolvendo uma reserva em hotel de luxo em Nova York realizada em nome da CBF para uma empresária próxima ao dirigente durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos.
A sequência de reportagens aumentou a pressão sobre Samir Xaud, que se afastou da rotina da Seleção Brasileira em Nova Jersey. Embora a CBF afirme que sua viagem para Orlando já estava prevista antes da divulgação das denúncias, veículos nacionais relataram que o dirigente deixou de participar de compromissos que tradicionalmente acompanhava junto à delegação.
Nos bastidores da entidade, a preocupação é evitar que o desgaste institucional afete o ambiente da Seleção durante a Copa do Mundo. Segundo reportagens da imprensa nacional, familiares de jogadores e integrantes da delegação passaram a comentar o caso, gerando desconforto em um momento em que a comissão técnica busca manter o foco exclusivamente na competição.
A CBF sustenta que despesas pessoais não são pagas pela entidade e que eventuais reservas realizadas por dirigentes são posteriormente ressarcidas. As novas denúncias, entretanto, colocam a gestão de Samir Xaud sob crescente escrutínio público e aumentam a pressão por esclarecimentos sobre o uso da estrutura administrativa e financeira da confederação.










