Comunidade indígena na terra Yanomami (Foto: Funai/arquivo)

O MPF (Ministério Público Federal) em Roraima, requereu na Justiça Federal que seja apresentado um plano emergencial de ações e cronograma para monitorar a Terra Indígena Yanomami, o combate a crimes ambientais e a retirada de garimpeiros. A ação judicial foi motivada pela pandemia do coronavírus

A ação civil pública, com pedido de liminar, foi impetrada contra a União, a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Nacional do Meio Ambiente dos Recursos Naturais (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

No pedido, o MPF requer medidas para garantir a proteção e o isolamento dos indígenas , já que, de acordo com o órgão, “qualquer contato de pessoas não indígenas, sem tomar as devidas precauções, já é uma fonte de risco para as comunidades tradicionais, em razão da baixa imunidade a doenças”.

Nos últimos meses, a TI Yanomami têm sofrido os efeitos da invasão garimpeira no território indígena, com aumento do desmatamento e destruição de ecossistemas. De acordo com lideranças locais, cerca de 20 mil já estão minerando em áreas da região.

A terceira morte por coronavírus em Roraima e a primeira entre indígenas no Brasil foi confirmada em um yanomami. Alvanei Xirixana, de 15 anos, morreu no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, após ficar seis dias internado na UTI. Xirixana era da aldeia Rehebe, que fica às margens do rio Uraricoera, região considerada de entrada para milhares de garimpeiros ilegais.

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