A primeira edição do Cine Fest – Fronteira, Selva e Tela será realizada neste sábado (3), a partir das 18h, no Estúdio Parixara, em Boa Vista. A programação reúne seis produções audiovisuais com diferentes abordagens sobre Amazônia, fronteira, identidade, cultura e ancestralidade. A entrada é gratuita.
Idealizado pela D’Luar Maged Productions/Xtreme Solutions, o evento busca aproximar o cinema independente do público e criar um espaço de encontro entre realizadores, artistas e espectadores em Roraima.
Entre as produções selecionadas estão obras gravadas em Boa Vista e às margens do rio Branco, além de trabalhos que abordam cultura indígena, experiências femininas, ancestralidade e questões relacionadas à identidade.
Segundo a idealizadora do festival, a artista indígena Wayüu Maga Jaya’aliyú (Maga), a proposta é utilizar o audiovisual também como instrumento de memória e expressão cultural.
“O festival nasce com o propósito de aproximar o cinema independente do público amazônico, reunindo filmes de diferentes realizadores e perspectivas sobre a Amazônia, os territórios de fronteira, a cultura, a identidade, a natureza e as experiências de seus povos”, afirmou.
Confira os filmes da programação
Aventures Bresiliennes (2025), de Albert Knechtel e Sylvestre Campe — Série documental que acompanha o aventureiro franco-alemão Sylvestre Campe, conhecido como “homem hélice”, em uma viagem pelo Brasil a bordo de um paramotor.
Meu nome é: Mulher (2026), de Wayüu Maga Jaya’aliyú — Videoarte gravada às margens do rio Branco que reúne poesia, dança, performance e cinema. A produção aborda o corpo feminino como espaço de memória, presença e transformação.
O Desprezo (2025), de Adriana Duarte — Curta de ficção e comédia fantástica, com 13 minutos de duração e fotografia em preto e branco. Inspirada em clássicos do cinema mudo e ambientada em Boa Vista, a obra acompanha Giselle e utiliza movimentos, gestos e olhares para construir a narrativa.
Imperceptível (2026), de Shanti Sai Moreno Brooks e Alan Delon Moraes de Souza — Ficção sobre Had, um homem que se torna invisível e passa a enfrentar as consequências da própria condição, das escolhas feitas e das relações deixadas para trás.
Jayeechi: Canto para a essência do corpo, alma e mente (2021), de Wayüu Maga Jaya’aliyú — Produção que utiliza o canto sagrado da cultura Wayüu como fio condutor de um reencontro ancestral no Mirante de Boa Vista. Música, dança e rituais tradicionais integram a narrativa protagonizada por mulheres.
Jayeechi II: Transcendental (2026) – [trailer abaixo], de Wayüu Maga Jaya’aliyú — A produção acompanha uma mulher indígena Wayüu e xamã que atravessa diferentes dimensões por meio da magia ancestral em busca de uma cantora perdida no mundo espiritual. No percurso, diferentes manifestações artísticas e culturais se encontram.
Serviço
Cine Fest – Fronteira, Selva e Tela
Data: sábado, 3 de outubro
Horário: a partir das 18h
Local: Estúdio Parixara, em Boa Vista
Entrada: gratuita










