Foto: U.S. Army Sgt. 1st Class Nicholas J. De La Pena.

A Guiana, país que faz fronteira com Roraima, começou a receber imigrantes deportados dos Estados Unidos após fechar um acordo de cooperação migratória com o governo do presidente Donald Trump. O primeiro grupo, formado por seis pessoas, chegou ao país na sexta-feira (4).

Os deportados são cidadãos de Cuba e do Afeganistão e, segundo as autoridades guianenses, não possuem antecedentes criminais. Eles foram retirados dos Estados Unidos principalmente por questões relacionadas à situação migratória.

O acordo permite que a Guiana receba temporariamente estrangeiros que estão sendo retirados dos Estados Unidos, mesmo que eles não sejam cidadãos guianenses. A iniciativa faz parte da política norte-americana de deportação para terceiros países.

Segundo o governo da Guiana, somente poderão ser encaminhadas ao país pessoas previamente avaliadas, sem antecedentes criminais e que aceitem voluntariamente a transferência. Georgetown também terá autonomia para analisar cada caso e rejeitar a entrada de qualquer pessoa indicada pelos Estados Unidos.

Os estrangeiros serão atendidos por meio do Programa de Retorno Voluntário Assistido, implementado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada ao sistema das Nações Unidas.

Enquanto estiverem na Guiana, os deportados aguardarão a definição de sua situação migratória. Posteriormente, poderão retornar ao país de origem ou seguir para outro destino. O acordo não prevê que essas pessoas permaneçam definitivamente em território guianense.

O secretário de Relações Exteriores da Guiana, Robert Persaud, informou à Associated Press que o entendimento foi alcançado depois de meses de negociações com Washington. O acordo terá duração inicial de um ano.

Guiana não arcará com os custos

O governo guianense informou ainda que não terá despesas com a manutenção dos estrangeiros recebidos pelo programa.

Os custos relacionados à transferência, recepção, alojamento e assistência serão cobertos dentro do acordo, com operacionalização da OIM. Também estão previstos serviços de apoio e acesso dos estrangeiros à comunicação com familiares e representantes legais.

A Guiana é mais um país da região a participar da estratégia norte-americana de envio de deportados para terceiros países. Na Comunidade do Caribe (Caricom), países como Belize, São Cristóvão e Névis e Santa Lúcia também aderiram a iniciativas semelhantes.

O governo do presidente Irfaan Ali classificou o acordo como mais uma etapa da aproximação entre Guiana e Estados Unidos, que nos últimos anos ampliaram a cooperação em áreas como energia, comércio, investimentos, segurança e diplomacia.

FonteMetrópoles

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