O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta feira (10), durante agenda de campanha em Boa Vista, que Roraima enfrenta dificuldades para se desenvolver por causa de burocracia e do que classificou como perseguição ideológica de órgãos públicos federais nas áreas ambiental e indígena.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa após encontro com representantes do setor produtivo, políticos e apoiadores na capital. Flávio disse ter recebido demandas relacionadas ao desenvolvimento do estado.
Durante a agenda em Boa Vista, ele esteve acompanhado do candidato ao governo de Roraima Arthur Henrique (PL), do candidato a vice Haroldo Cathedral (Novo), dos candidatos ao Senado Nicoletti (PL) e Hélio Lopes (PL), do prefeito Marcelo Zeitoune (PL), do senador Hiran Gonçalves (PP) e do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos).
“O roraimense quer trabalhar e não consegue por causa de burocracia, perseguição ideológica de organismos públicos federais na parte de meio ambiente, na parte indígena. A gente tem que conectar o Brasil e olhar para frente”, afirmou.
Durante a passagem por Roraima, o candidato também falou sobre investimentos em infraestrutura. Segundo ele, um eventual governo pretende ampliar a integração do estado por meio de estradas, pontes e conectividade.
“A gente agora, ao invés de ter muros que separem Roraima do Amazonas ou de outros países, nós vamos ter pontes, estradas e conectividade no estado de Roraima para que ele se desenvolva ainda mais”, declarou.
Flávio também citou o Linhão de Tucuruí e afirmou que pretende dar continuidade e ampliar ações iniciadas durante o governo de Jair Bolsonaro.
Eleição em Roraima
Na disputa ao Governo de Roraima, Flávio reforçou o apoio à candidatura de Arthur Henrique ao governo de Roraima e disse confiar no grupo político que integra a coligação. “Então, eu tenho muita confiança aqui em todo esse time que tá sendo colocado, com o governo, o nosso candidato ao governo, que é o Arthur”, afirmou.
Questionado sobre o cenário político de Roraima, Flávio afirmou que considera positivo o espaço ocupado pela direita no estado. “Acho que Roraima tá prosperando porque a esquerda aqui não governa, né? Então, eu tenho muita confiança aqui em todo esse time que tá sendo colocado”, afirmou.
Durante a coletiva, o candidato também comentou o Supremo Tribunal Federal. Flávio disse que, caso seja eleito, pretende indicar ministros que sejam contrários ao aborto e às drogas.
“A gente vai colocar pessoas, homens e mulheres no Supremo, que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, né, que entendam as demandas aqui no estado de Roraima, por exemplo, que quer se desenvolver”, declarou.
Ele também defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, convoque uma sessão pública para tratar de divergências entre integrantes da Corte.
“Acho que ele urgentemente tem que chamar essa sessão pública para resolver essas questões ali dentro, internamente, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Outro tema abordado foi uma operação da Polícia Federal mencionada durante as perguntas dos jornalistas. Ao ser questionado sobre possíveis irregularidades relacionadas a um filme citado na coletiva, Flávio negou qualquer problema.
“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público, eu já cansei de falar, pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta cabeça, aqui não vai ter nada”, afirmou.
Na mesma resposta, o candidato disse considerar a operação uma interferência política no processo eleitoral e citou o ministro Flávio Dino. “O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora, do ministro Flávio Dino, sobre as eleições”, declarou.










