O capitão da Polícia Militar de Roraima (PMRR) Marcos Holanda Farias, preso pela Polícia Federal em janeiro deste ano durante uma operação que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, foi promovido ao posto de major da corporação. O ato consta no Decreto nº 41.013-E, publicado em 2 de julho de 2026 no Diário Oficial do Estado, com efeitos retroativos a 21 de agosto de 2024.
Além da promoção, o decreto determina o reposicionamento do oficial na escala de antiguidade da Polícia Militar, alterando sua posição hierárquica em relação a outros oficiais do Quadro Complementar de Oficiais (QCO PM).
O decreto informa que a promoção ocorreu em cumprimento a decisão judicial proferida em ação que tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública e reconheceu o direito do oficial ao ressarcimento por preterição. O ato também faz referência a audiência de conciliação homologada e ao cumprimento provisório da sentença.

Prisão pela Polícia Federal
Marcos Holanda Farias foi preso pela Polícia Federal em janeiro deste ano durante uma operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Na ocasião, a PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Boa Vista. Segundo a investigação, o policial é investigado por suposta participação no esquema, mas o processo ainda está em andamento.
Promoção repercute
A promoção do então capitão chamou atenção porque o posto de major representa um dos principais marcos da carreira de um oficial da Polícia Militar. Além da elevação hierárquica, a ascensão produz reflexos na remuneração, nas vantagens funcionais e na posição ocupada na escala de antiguidade da corporação.
No decreto publicado pelo Governo do Estado, a promoção de Marcos Holanda ocorre pelo critério de merecimento, com efeitos retroativos, juntamente com o reposicionamento funcional decorrente do reconhecimento judicial do ressarcimento por preterição.
O que diz a PMRR
Em nota, a Polícia Militar de Roraima (PMRR) afirmou que a promoção ocorreu exclusivamente em cumprimento à decisão judicial proferida na esfera cível.
“A decisão reconheceu o direito do militar ao ressarcimento por preterição. Dessa forma, a Administração Pública limitou-se a cumprir a determinação judicial, conforme estabelece a legislação”, informou a corporação.
A reportagem também procurou a defesa de Marcos Holanda Farias para comentar a promoção e aguarda manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento por meio do [email protected] e (95) 98120-2121.










