A Polícia Civil de Roraima apreendeu, na manhã desta sexta-feira (25), um adolescente de 16 anos investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável contra a própria irmã, de 13 anos, em Boa Vista. A ação ocorreu no bairro Operário e também apura suspeita de envolvimento do adolescente com a comercialização de entorpecentes.
O mandado de busca e apreensão com internação provisória foi cumprido por policiais da Delegacia de Defesa da Infância e da Juventude (DDIJ). Durante a ação, a equipe também encontrou outras crianças no imóvel em uma situação considerada de vulnerabilidade e acionou os órgãos da rede de proteção.
Investigação começou após relato na escola
Segundo o delegado da DDIJ, Leonardo Strunz, a investigação começou depois que a adolescente relatou, no ambiente escolar, que vinha sendo vítima de atos de natureza sexual praticados pelo irmão.
Após o relato, foram realizados atendimentos especializados e iniciadas as diligências da Polícia Civil. A investigação reuniu elementos que embasaram o pedido da medida judicial.
Conforme o que foi apurado pela polícia, os episódios teriam ocorrido de forma continuada no ambiente familiar. Durante as diligências, os investigadores também identificaram elementos relacionados à suspeita de comercialização de entorpecentes no imóvel.
Crianças estavam sem acompanhamento adequado
Durante o cumprimento do mandado, por volta das 10h, os policiais constataram que outras crianças que estavam na residência não contavam, naquele momento, com o acompanhamento adequado de um responsável.
De acordo com as informações levantadas pela equipe, a mãe havia deixado o imóvel e passado a morar em outro endereço com o atual companheiro. Segundo a Polícia Civil, esse homem responde a processo judicial relacionado a uma suspeita anterior de violência envolvendo a mesma adolescente.
Diante da situação, a DDIJ acionou o Conselho Tutelar e comunicou o caso à Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Boa Vista. O objetivo é que sejam adotadas as medidas de proteção necessárias e garantido o acompanhamento das crianças pela rede responsável.
Segundo o delegado, a atuação da Polícia Civil inclui tanto a investigação do ato infracional quanto o encaminhamento imediato de situações de risco identificadas durante as diligências.
“Nosso trabalho é interromper situações de violência e comunicar imediatamente à rede de proteção os casos de vulnerabilidade identificados. A investigação segue para responsabilização do adolescente, enquanto os demais órgãos adotam as medidas necessárias para garantir a proteção das crianças”, afirmou Leonardo Strunz.
Denúncias
A Polícia Civil reforçou a importância de comunicar às autoridades situações envolvendo violência, maus-tratos, abandono ou outras violações de direitos de crianças e adolescentes.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima aos órgãos de segurança e à rede de proteção. Segundo a DDIJ, informações repassadas por familiares, educadores e pela comunidade podem ajudar na identificação de situações de risco e na atuação das autoridades.
“A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada e informações repassadas por familiares, educadores e pela comunidade podem contribuir para a intervenção rápida das autoridades competentes”, disse o delegado.










