O jovem Marcelo de Oliveira Menezes Filho, de 18 anos, foi encontrado morto, enrolado em lençóis e amarrado com fios elétricos, na noite de domingo (25), no quintal de uma residência localizada na rua Luizio Bastos, no bairro São José Operário, em Caracaraí, no Sul de Roraima. A Polícia Militar de Roraima (PMRR) investiga informações de que a morte possa estar relacionada a um suposto “tribunal do crime”.
Por volta das 23h18, uma equipe da Polícia Militar realizava patrulhamento quando foi abordada pela tia da vítima. Ela informou que o sobrinho estava desaparecido e que havia recebido informações sobre o local onde o corpo poderia estar.
O namorado da mulher relatou aos policiais que havia entrado em uma casa de madeira, conhecida como residência de um homem apelidado de “Coala”, onde encontrou algo semelhante a um corpo humano envolto em lençóis e amarrado com fios elétricos.
Os militares foram até o endereço indicado e encontraram vestígios semelhantes a sangue dentro do imóvel. Ao verificarem a parte dos fundos do terreno, localizaram o corpo, posteriormente identificado como sendo de Marcelo.
Família havia recebido informações sobre possível execução
Horas antes da localização do corpo, a irmã de Marcelo havia comunicado à Polícia Militar o desaparecimento do jovem. Ela relatou ter recebido informações de que dois homens teriam sequestrado o irmão com a intenção de matá-lo.
Segundo a mulher, uma amiga teria contado que dois indivíduos procuraram uma motocicleta emprestada para transportar o corpo de uma pessoa que afirmavam ter matado. A vítima seria Marcelo.
A irmã também informou que o possível assassinato estaria relacionado a um “tribunal do crime”, expressão utilizada para se referir a julgamentos e punições impostos por organizações criminosas.
A Polícia Militar ressaltou, no entanto, que essas informações foram repassadas por terceiros e ainda precisam ser investigadas. Após localizar o corpo, os policiais acionaram a Polícia Civil e solicitaram a presença da perícia criminal e do Instituto Médico Legal (IML).
O local foi isolado para preservar possíveis provas. A equipe permaneceu na residência até as 3h25 de segunda-feira (26), quando os trabalhos no local foram encerrados.
A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta, grupo paramilitar ou milícia privada.










