As vendas do comércio varejista de Roraima cresceram 19,6% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi o maior registrado entre os 26 estados e o Distrito Federal, segundo dados do Índice do Varejo Stone (IVS), divulgados nesta terça-feira (20). O estado também completou o terceiro mês consecutivo de crescimento.
O levantamento mostra que Roraima ficou à frente do Acre, que registrou alta de 13,9%, e do Amazonas, com crescimento de 12,1%. O Distrito Federal apareceu na sequência, com avanço de 11,2%, seguido pelo Pará, com 10,6%.
Ao todo, 26 unidades da Federação apresentaram crescimento nas vendas em setembro. Mato Grosso foi o único estado com resultado negativo, registrando queda de 1,9% na comparação anual.
O desempenho dos estados do Norte também se refletiu nos números regionais. A região liderou o crescimento do varejo brasileiro, com alta de 10,2%, seguida pelo Nordeste (6,1%), Sul (4,4%), Sudeste (3,9%) e Centro-Oeste (3,4%).
Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os resultados mostram que o comércio brasileiro continua crescendo, embora em ritmos diferentes entre as regiões.
“Os dados regionais mostram que o crescimento do varejo continua disseminado pelo país, mas em ritmos diferentes. A região Norte teve o desempenho mais forte em setembro, com destaque para Roraima, Acre e Amazonas, enquanto o Nordeste também apresentou um resultado robusto”, afirmou.
O economista explicou que as diferenças regionais estão relacionadas às características de cada mercado. Segundo ele, a renda da população tem contribuído para manter o consumo, enquanto as condições de crédito ainda dificultam uma recuperação mais equilibrada entre os setores.
Sobre o levantamento
O Índice do Varejo Stone acompanha mensalmente as vendas de pequenos, médios e grandes estabelecimentos comerciais em todo o Brasil. O levantamento considera transações realizadas por cartões, vouchers e Pix processadas pelas empresas do grupo StoneCo.
O indicador utiliza uma metodologia baseada em um modelo desenvolvido pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, para acompanhar a atividade econômica.










