A preservação das memórias de bebês que morreram e o acolhimento de famílias que enfrentam o luto materno são os temas da exposição “Mesmo que breve”, que será realizada nesta sexta-feira (16), das 9h às 18h, no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR), em Boa Vista. A programação reúne fotografia, música, dança, teatro e audiovisual.
A exposição apresenta 32 fotografias, cada uma com dois metros, que retratam histórias de famílias acompanhadas pelo projeto Filhos Invisíveis. A iniciativa busca dar visibilidade às experiências de pais e mães que perderam seus bebês e preservar lembranças que fazem parte da história dessas famílias.
A abertura ocorre às 9h, no hall do CAF, seguida de uma atividade de meditação guiada com acompanhamento de violoncelo, na sala de cinema.
A última memória
Às 16h30, a programação terá a atividade “A última memória”, conduzida por Jade Forechi e Yasmin Denizard, organizadoras da exposição. Elas vão compartilhar suas experiências pessoais com a perda dos filhos, relatos de outras mães e detalhes sobre o processo de produção das fotografias.
Jade é médica formada pela UFRR e escritora. Ela perdeu os filhos Ágatha, Pedro, Miguel e Raul. Yasmin é dentista e fotógrafa e também compartilha a experiência da perda da filha Cecília.
A atividade tem capacidade para 120 pessoas. As inscrições podem ser feitas por formulário online.
Memórias e acolhimento
A programação inclui ainda a produção audiovisual “Eles Estiveram Aqui”, que reúne imagens, vozes e lembranças. A proposta é ampliar o espaço de diálogo sobre o luto pela perda de bebês, a saúde mental materna e a necessidade de políticas públicas voltadas às famílias enlutadas.
O projeto Filhos Invisíveis também busca apoio financeiro para produzir caixas de memória destinadas às famílias, com o objetivo de ajudar a preservar lembranças dos bebês.










