mormaço cultural
Foto: Semuc BV

O Mormaço Cultural 2026 começou nesta quarta feira (9), no Teatro Municipal de Boa Vista, com uma apresentação do coletivo Som das Manas, formado por cantoras e compositoras da cena independente de Roraima.

O espetáculo foi preparado especialmente para a abertura do festival e reuniu diferentes trabalhos autorais femininos na Sala Roraimeira. O repertório foi escolhido pelas próprias artistas e combinou músicas de diferentes trajetórias e estilos produzidos no estado.

Criado em março deste ano, o Coletivo de Compositoras de Roraima Som das Manas busca ampliar a visibilidade e a colaboração entre mulheres que trabalham com música autoral em Roraima.

Uma das integrantes, Ana Lu, afirmou que a apresentação representa a união de artistas que já desenvolvem trabalhos próprios no estado.

“Todas nós temos uma longa trajetória defendendo nossos trabalhos autorais e nossas composições. A gente se unir representa força feminina, resistência, amor e coragem. Conseguir tirar esse projeto da ideia, trazer para o palco e fazer acontecer é um sonho realizado. Estou muito feliz e orgulhosa de dividir esse momento com as meninas”, disse.

Segundo Ana Lu, o espetáculo foi organizado para preservar as características individuais das compositoras e, ao mesmo tempo, criar uma apresentação conjunta.

“Preparamos nossas melhores músicas e pensamos toda uma ordem para criar sensações e momentos, com uso de palco e de luz. Queremos trazer as pessoas para o nosso universo roraimense e mostrar que, além de cantar Roraima, cantamos música brasileira, emoção e a nossa verdade. O mais bonito é essa mistura que cada uma traz e que acabou dando certo”, afirmou.

O presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura, Fetec, Dyego Monnzaho, destacou a participação dos artistas locais na abertura da programação.

“Iniciamos com grandes vozes de cantoras e compositoras de Roraima. Foi um show pensado e criado nesse formato exclusivamente para estrear aqui no festival. Superou nossas expectativas, o público adorou e isso é só o início”, declarou.

Ana Lu também avaliou que a participação no Mormaço pode ampliar a circulação dos trabalhos produzidos no estado.

“O Mormaço representa conexão com o que há no mundo em termos de cultura e acessibilidade. Fazer parte disso é uma vitrine e uma oportunidade de amadurecimento para nós. Espero que a gente possa sempre ter artistas da terra trazendo seus projetos e inovando também”, ressaltou.

Turistas acompanham apresentação

Entre o público estavam Alcina Andreo e Adilson Oliveira, de Minas Gerais, que estão viajando pelo país e conheceram a programação do festival antes de chegar a Boa Vista.

“A cultura tem esse poder de conectar e de ligar a vida das pessoas. Viemos para cá e encontramos esse evento, que é uma maneira de nos integrarmos à cultura da cidade. Não somos daqui, mas vamos sair conhecendo muito da cultura e das pessoas. E ter um evento dentro de um teatro como esse, gratuitamente, possibilitando o acesso de todos, é muito bacana”, contou Alcina.

Adilson, que também é músico, disse que procurou eventos culturais durante a passagem pela capital.

“A gente gosta muito de música. Eu também sou músico. Então, procuramos e encontramos esse movimento cultural. Conhecer o teatro também foi uma surpresa muito boa. Estamos muito satisfeitos de estar aqui”, afirmou.

A arquiteta Ana Cláudia, de Boa Vista, também acompanhou o espetáculo e disse que já conhecia o trabalho do coletivo.

“A gente veio ver o show das Manas, que já acompanhamos em outros lugares e gostamos muito. Prestigiar nossas artistas, mulheres de Roraima, é importantíssimo. Todo ano a gente vai ao Mormaço e, desta vez, já estamos começando desde o primeiro dia”, contou.

Abertura teve pop e rock

Antes da apresentação do Som das Manas, o cantor Denison Siqueira se apresentou na área externa do Teatro Municipal, acompanhado de participações de Lu Soares e Regina Lima.

O repertório teve músicas do pop e do rock nacional e internacional. A apresentação começou com uma versão instrumental de “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses, e terminou com “Cruviana”, composição ligada à música roraimense.

A programação no Teatro Municipal continua nos próximos dias com apresentações musicais e espetáculos de dança, entre eles trabalhos da Focus Cia. de Dança.

Nos dias 18, 19 e 20 de setembro, o Mormaço Cultural terá programação no Parque do Rio Branco.

FonteSemuc BV
ReportagemRedação

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