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Foto: Francisco/Sena Semuc BV

A comunidade indígena Lago Grande, na região do Baixo São Marcos, em Boa Vista, produziu 2,12 toneladas de tambaqui por meio do projeto de piscicultura Moro-Morí. A despesca ocorreu neste domingo (30), após nove meses de cultivo, antecipando em dois meses o período inicialmente previsto para a retirada dos peixes.

Parte da produção será destinada ao consumo das famílias da própria comunidade e o restante poderá ser comercializado, gerando renda aos moradores envolvidos na atividade.

O cultivo faz parte do Moro-Morí, iniciativa implantada em 2023 pela Prefeitura de Boa Vista para incentivar a produção de pescado nas comunidades indígenas do município. Desde o início do projeto, aproximadamente 11 toneladas de peixes já foram produzidas.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, além de contribuir para a segurança alimentar, a produção permite criar uma fonte de renda dentro das próprias comunidades.

“Uma parte desses peixes será destinada à comercialização, e a outra parte será consumida pela comunidade. Em um primeiro momento, o projeto contribui para a melhoria da qualidade nutricional da alimentação, gera renda para as pessoas envolvidas e incentiva a continuidade da iniciativa”, afirmou.

De acordo com o secretário, os tambaquis retirados dos tanques em Lago Grande também apresentaram desenvolvimento acima do observado em outras etapas do projeto.

“Os peixes estão com um tamanho superior à média que temos acompanhado ao longo do projeto”, acrescentou.

Produção antecipada

O acompanhamento das atividades é feito mensalmente. Em Lago Grande, os peixes chegaram ao período de despesca com nove meses de cultivo. A previsão inicial era de que o ciclo produtivo durasse 11 meses.

Para Manoel Serafim, coordenador da iniciativa na comunidade, o resultado representa não apenas melhoria na alimentação, mas também uma oportunidade de envolver mais moradores na atividade produtiva.

“Esse projeto representa uma grande conquista para a nossa comunidade, contribuindo para a melhoria da alimentação, além de gerar oportunidades e incentivar a participação das famílias, jovens e crianças. A iniciativa fortalece a união e estimula outras pessoas a participarem também”, disse.

Segundo ele, a comunidade recebe acompanhamento regular das equipes municipais durante o processo de criação.

“A equipe da prefeitura acompanha a gente regularmente e tudo tem dado certo”, completou.

Quase 11 toneladas produzidas

Implantado em 2023, o Moro-Morí já alcançou aproximadamente 11 toneladas de pescado produzido nas comunidades indígenas de Boa Vista.

Além de Lago Grande, as comunidades Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre e Vista Alegre já concluíram ciclos de produção e realizaram a despesca.

A iniciativa busca fortalecer a piscicultura nas comunidades indígenas, associando a produção de alimentos ao consumo das próprias famílias e à possibilidade de comercialização do excedente.

FonteSemuc BV

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