Foto: arquivo/ Giovani Oliveira/ Semuc BV.

Agricultores familiares indígenas poderão ter acesso ao Garantia-Safra em casos de perda de produção provocada por seca ou excesso de chuvas. A inclusão está prevista no Projeto de Lei 1.528/2025, aprovado pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados.

Atualmente, o Garantia-Safra é destinado a agricultores familiares do Nordeste e de municípios localizados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O benefício é pago quando fenômenos climáticos provocam a perda de pelo menos metade da produção de culturas como feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão.

Uma das principais mudanças previstas pelo projeto é o fim da restrição geográfica para acesso ao benefício, o que permitiria alcançar agricultores indígenas de outras regiões do país, incluindo a Amazônia.

Benefício poderá chegar a dois salários mínimos

O projeto também prevê a atualização do Garantia-Safra para até dois salários mínimos, com pagamento em até seis parcelas mensais por família.

A contribuição dos novos beneficiários para o Fundo Garantia-Safra será limitada a 2% do valor previsto para o benefício anual.

Além dos indígenas, a proposta inclui agricultores familiares quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e pescadores artesanais.

Secas e enchentes

A proposta busca criar uma proteção financeira para comunidades indígenas e tradicionais que dependem diretamente da produção agrícola e dos recursos naturais e que podem perder parte significativa da produção em períodos de seca ou excesso de chuvas.

O texto considera especialmente os efeitos de eventos climáticos extremos em regiões como a Amazônia e o Cerrado, onde períodos de estiagem severa podem comprometer a produção e a segurança alimentar das comunidades.

Projeto ainda precisa passar por outras comissões

A aprovação não significa que o benefício já esteja disponível aos agricultores indígenas.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

A tramitação ocorre em caráter conclusivo. Depois de concluir a análise na Câmara, a proposta ainda precisará passar pelo Senado para poder virar lei.

FonteAgência Câmara
ReportagemRedação

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