Pelo menos 41 pessoas morreram após o naufrágio da balsa MV Barima, ocorrido na noite de sábado (18), na costa da Guiana. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo nesta terça-feira (21), outras 77 pessoas foram resgatadas, enquanto as equipes de busca continuam à procura de desaparecidos.
A embarcação fazia a travessia entre Georgetown, capital do país, e Port Kaituma, no noroeste guianense, quando começou a embarcar água e afundou a cerca de 11 quilômetros da costa. O acidente é considerado uma das maiores tragédias marítimas da história recente da Guiana.
Inicialmente, as autoridades estimavam que 133 pessoas estavam a bordo. No entanto, após a revisão dos registros e dos relatos de sobreviventes, o número foi corrigido para 179 ocupantes. A divergência levou à abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades no controle de embarque, já que parte dos passageiros não constava no manifesto oficial.
As buscas mobilizam embarcações, mergulhadores e equipes especializadas da Guiana e da Guiana Francesa. O casco da balsa já foi localizado no fundo do mar, e os trabalhos agora se concentram na recuperação de corpos e na localização dos desaparecidos.
Paralelamente, o governo investiga as causas do naufrágio. O comandante da embarcação e outro tripulante testaram positivo para maconha após o acidente e passaram a ser alvo das investigações. As autoridades também apuram se houve falhas no controle de passageiros e no cumprimento das normas de segurança.
Sobreviventes relataram que a embarcação afundou rapidamente após começar a embarcar água, provocando momentos de desespero. Muitos passageiros permaneceram horas à deriva aguardando resgate, e diversas famílias foram separadas durante o acidente.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, classificou o episódio como uma tragédia nacional e afirmou que o governo seguirá mobilizando todos os recursos disponíveis para localizar os desaparecidos e esclarecer as circunstâncias do naufrágio.
Agências de notícias dizem que o piloto da embarcação testou positivo para o consumo de maconha.
O governo de Roraima se manifestou em nota. “Neste momento de dor e consternação, o Governo de Roraima expressa as sinceras condolências às famílias das vítimas e a todos os que foram afetados por esta tragédia”.










