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Hospital Geral de Roraima (HGR). Foto: Secom RR

A empresa Medtrauma Serviços Médicos Especializados Ltda. informou à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) que iniciou a paralisação parcial dos serviços prestados ao Hospital Geral de Roraima (HGR), alegando inadimplência contratual superior a 150 dias. O comunicado foi formalizado por meio do Ofício nº 068/2026, encaminhado em 26 de junho.

No documento, a Medtrauma afirma que a decisão foi tomada após o prazo concedido à Secretaria para regularização dos pagamentos vencer sem resposta ou quitação dos valores em aberto. Segundo a Medtrauma, anteriormente já haviam sido enviados ofícios e notificações extrajudiciais cobrando a regularização da situação.

De acordo com o comunicado, a paralisação preserva exclusivamente os atendimentos de urgência e emergência, com o objetivo de garantir assistência aos pacientes em situação de risco iminente e manter a continuidade dos serviços considerados essenciais.

A Medtrauma sustenta que vem arcando, com recursos próprios, com despesas relacionadas ao corpo clínico especializado, fornecedores, encargos trabalhistas, tributos, insumos e equipamentos, e atribui a medida ao que classifica como reiterado inadimplemento contratual por parte da Administração Pública.

Ainda conforme o ofício, caso a situação permaneça sem solução, a Medtrauma informa que poderá ampliar de forma gradual, proporcional e progressiva as medidas de paralisação, observando os limites legais, éticos e assistenciais, até que os débitos sejam regularizados. A empresa também afirma permanecer aberta a uma solução administrativa imediata.

Outro lado

A Secretaria de Saúde confirmou que, nesta semana, a Medtrauma – empresa responsável por parte dos serviços de ortopedia do Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento – interrompeu as atividades. “Porém, as cirurgias de urgência e emergência estão ocorrendo normalmente nos centros cirúrgicos do HGR”, diz em nota.

A Secretaria afirmou ainda que a comunicação da interrupção dos serviços por parte da Medtrauma “não ocorreu com a antecedência necessária de 30 dias, conforme previsto pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)”.

A Sesau disse que acionou o Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) para apuração da conduta ética da empresa e dos profissionais envolvidos na paralisação.

“Os pacientes que tiveram cirurgias eletivas canceladas serão contatados para novo agendamento, uma vez que os procedimentos foram marcados diretamente pela Medtrauma, sem anuência da Sesau e sem registro no Sistema Estadual de Regulação”.

Quanto ao pagamento à Medtrauma, a Sesau diz que as notas “são referentes à gestão passada e que o processo está em andamento na atual gestão, respeitando a legislação pertinente”.

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