
O atleta Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, morreu na noite deste sábado (3), no Hospital Geral de Roraima (HGR), após ser atropelado enquanto treinava corrida na Avenida Ville Roy, em Boa Vista. Ele estava internado em estado grave desde a manhã de sexta-feira (2). A morte encefálica foi confirmada pela equipe médica às 22h25, segundo comunicado da família.
O motorista de 28 anos suspeito de provocar o atropelamento está preso preventivamente. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça de Roraima durante audiência de custódia realizada neste sábado, após pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR).
Geovanni treinava corrida quando foi atingido por um Volkswagen Polo Sedan e arremessado contra uma Toyota Hilux SW4 que estava estacionada nas proximidades. O acidente ocorreu por volta das 5h40.
O atleta foi encontrado desacordado, com sangramento intenso e lesão na cabeça. Ele recebeu atendimento de emergência e foi levado ao HGR, onde permaneceu internado em estado grave até a confirmação da morte.
Geovanni integrava o grupo de corrida Bando de Corredores e competia na categoria Pessoa com Deficiência (PCD).
Motorista fugiu e foi encontrado dormindo
Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro. A Polícia Militar recebeu posteriormente a informação de que o Polo estava parado nas proximidades do Loteamento Veredas.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o motorista dormindo dentro do próprio veículo. Segundo a PM, ele apresentava olhos vermelhos, odor etílico, fala alterada, dificuldade de equilíbrio e falta de coordenação motora.
Conforme registrado na ocorrência, o homem relatou que havia consumido bebida alcoólica e afirmou não se lembrar do que havia acontecido. Ele se recusou duas vezes a realizar o teste do etilômetro. Diante dos sinais observados, os policiais elaboraram relatório de constatação de alteração da capacidade psicomotora.
O motorista foi preso em flagrante. No sábado, durante audiência de custódia, a Justiça acolheu pedido do MPRR e converteu a prisão em preventiva.
O veículo envolvido no atropelamento também estava com a documentação irregular e foi removido para um pátio credenciado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).









