terremotos
Foto: Cem Tekkesinoglu/Anadolu via Getty Images

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.943, segundo informou nesta terça feira (30) Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. O novo balanço representa um aumento de 513 vítimas em relação à última atualização oficial, divulgada no sábado (27), quando haviam sido confirmadas 1.430 mortes.

O total de feridos também cresceu de forma significativa. No último balanço, o governo havia confirmado 3.238 pessoas feridas. Agora, esse número chegou a 10.571.

A organização não governamental Comitê Internacional de Resgate informou que quase 50 mil pessoas continuam desaparecidas em La Guaira e Caracas. Equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros de prédios e outras estruturas que desabaram após os tremores.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o sistema de saúde venezuelano enfrenta uma situação crítica. Alguns hospitais foram danificados pelos terremotos e outros operam com número reduzido de profissionais para atender à demanda de pacientes.

“As conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação e pelo aumento das filas de espera para cirurgias”, afirmou o porta voz da OMS, Christian Lindmeier.

Os dois principais terremotos atingiram a Venezuela na quarta feira (24). Os abalos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram com intervalo de apenas 39 segundos. Os tremores provocaram destruição em diversas regiões do país, especialmente no estado de La Guaira.

No sábado (27), quando foi divulgado o balanço anterior, as autoridades também informaram que mais de 3 mil famílias haviam sido retiradas de suas casas e levadas para abrigos temporários. Na ocasião, o governo registrava 430 réplicas dos terremotos, o que mantinha parte da população fora de casa por medo de novos tremores.

A Venezuela continua recebendo ajuda humanitária de diversos países, entre eles o Brasil, que enviou aeronaves com medicamentos, insumos e equipes de resgate.

FonteUol
ReportagemRedação

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