Foto: Semuc BV

Dois memoriais dedicados à história do Boa Vista Junina e da Maior Paçoca do Mundo foram abertos ao público nesta quarta-feira (3) na Orla Taumanan e no Centro de Artesanato Velia Coutinho, em Boa Vista. Os espaços reúnem figurinos, troféus, registros históricos e objetos ligados à produção da paçoca de carne seca que entrou para o Guinness World Records em 2024.

A iniciativa busca reunir elementos que marcaram a trajetória do arraial ao longo dos anos e destacar um dos principais símbolos gastronômicos do evento. Entre os itens expostos estão vestidos utilizados em apresentações de quadrilhas, trajes de noivos, abadás, troféus e outros objetos ligados à história da festa.

Durante a abertura dos espaços, o prefeito Marcelo Zeitoune destacou a proposta de preservar aspectos culturais associados ao evento. “É um momento em que a gente preserva a nossa cultura, a cultura amazônica, a cultura nordestina e também a nossa culinária. O Boa Vista Junina já faz parte da história da cidade e esses espaços ajudam a contar essa trajetória”, afirmou.

O Centro de Memória do Boa Vista Junina funciona no prédio da Intendência, na Orla Taumanan. O local abriga a exposição “Arraial das Emoções, para sempre em nossos corações”, que reúne peças e registros de diferentes edições do arraial.

Centro de Memória abriga a exposição “Arraial das Emoções, para sempre em nossos corações”, na Orla Taumanan | Foto: Semuc BV

O acervo inclui figurinos utilizados por quadrilhas juninas, trajes de casamento caipira, troféus e peças que fizeram parte de apresentações culturais ao longo dos anos. Entre os destaques estão itens ligados ao apresentador oficial do Boa Vista Junina, Chiquinho Santos.

Segundo a prefeitura, o espaço foi criado para reunir memórias de artistas, quadrilheiros, músicos e demais participantes que contribuíram para a construção da história do evento.

Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo

Já o Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo está instalado no Centro de Artesanato Velia Coutinho. O ambiente homenageia o recorde conquistado em 2024, quando a paçoca de carne seca produzida durante o Boa Vista Junina passou a integrar o Guinness World Records.

No local, os visitantes encontram objetos de barro e ingredientes tradicionalmente utilizados no preparo da receita, como a farinha de mandioca, apresentada em um tacho no centro do espaço. O memorial também está integrado às lojas de artesanato que funcionam no centro, onde são comercializados produtos confeccionados por artesãos locais.

A superintendente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Alda Amorim, afirmou que os espaços foram concebidos para aproximar moradores e visitantes da história do evento e da gastronomia regional. “São lugares que contam a história da nossa cultura, dos grupos folclóricos e também da nossa gastronomia. É uma oportunidade para que moradores e visitantes conheçam mais sobre as tradições que fazem parte da nossa identidade”, declarou.

Visitação

Os dois espaços permanecem abertos ao público até o dia 30 de junho, com entrada gratuita.

  • Centro de Memória do Boa Vista Junina
    Local: Prédio da Intendência, Orla Taumanan
    Horário: das 12h às 18h
  • Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo
    Local: Centro de Artesanato Velia Coutinho
    Horário: das 12h às 18h
FonteSemuc BV
ReportagemRedação

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