Foto: Semuc BV

O Ministério da Saúde apontou 100% de conformidade no Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista, e indicou redução no tempo de espera, na taxa de mortalidade e no período de internação na unidade.

Na avaliação geral, o hospital alcançou 71,2% de conformidade, dentro dos critérios atualizados da ferramenta FAHosp, que ampliou a análise para novos setores e indicadores estruturais e assistenciais. O levantamento integra os projetos Reestruturação de Hospitais Públicos e Lean nas Emergências.

O destaque na dimensão de gestão foi o Núcleo de Segurança do Paciente, que atingiu desempenho máximo após passar a atuar como setor independente, com foco no controle de riscos e na qualificação dos processos assistenciais.

Na assistência, o serviço de diagnóstico registrou 81,4% de conformidade, a agência transfusional 96,3% e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar 94,6%, com reforço de protocolos e implantação do programa de gerenciamento de antimicrobianos.

“O mais positivo foi a gestão dos indicadores, que nos permite traçar planos de ação para corrigir o que precisa ser melhorado. A partir disso, conseguimos reduzir, por exemplo, a taxa de mortalidade e o tempo de espera no atendimento. Todo esse trabalho, com a criação de protocolos e a organização dos fluxos, trouxe impactos muito importantes para os usuários”, destacou a diretora do hospital, Laudineia Barros.

As melhorias foram implantadas com apoio técnico do Ministério da Saúde, com reorganização de fluxos internos, criação de protocolos e fortalecimento da gestão. Após o período de acompanhamento, a unidade passou a conduzir as ações de forma independente.

“Esse evento se destaca por ser uma avaliação do serviço prestado pelo hospital no último ano. Não estamos lidando apenas com números. Nosso objetivo é melhorar o atendimento e a qualidade do serviço aos nossos pacientes”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Mareny Damasceno.

De acordo com o ministério, os resultados indicam incorporação das mudanças à rotina hospitalar, com redução de infecções, menor tempo de internação e alta mais rápida dos pacientes.

“A proposta vai além da implantação de melhorias pontuais. O objetivo é garantir que essas inovações façam parte da cultura do SUS, respeitando as especificidades regionais, como as características da região amazônica, e assegurando a continuidade dos avanços mesmo após a finalização dos projetos”, destacou a coordenadora Amanda Cavalcante.

A avaliação considera o desempenho da unidade ao longo do último ano e integra uma estratégia nacional de qualificação da rede pública de saúde.

FonteSemuc BV
ReportagemRedação

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